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Frio ajuda na economia de energia

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Média de economia em junho vem crescendo gradativamente e já chegou a 17,3%. CPFL diz que dia frio tem menor consumo

A média de economia de energia elétrica nas 234 cidades do Interior paulista atendidas pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) progrediu para 17,3%, numa evolução de 0,4 ponto percentual em apenas dois dias, de domingo a terça, o que é considerado animador pela empresa. Paulo César Moraes Rennó, gerente do Departamento de Operação do Sistema da CPFL, comemora o frio que chegou no Estado que, segundo ele, deve aumentar a economia de energia, como acontece em todos os dias de baixa temperatura.

Rennó disse que no tempo frio, historicamente, há uma redução de consumo maior, com a curva de carga apresentando queda nos dias com temperaturas mais baixas e aumento de consumo nos dias mais quentes.

De acordo com ele, algumas máquinas e aparelhos, como geladeira e ar-condicionado, têm seu consumo diretamente proporcional à temperatura. Com isso, nos dias mais quentes, há um aumento de consumo porque essas máquinas tendem a trabalhar mais. O contrário ocorre nos dias frios, o que provoca a diminuição do consumo.

De acordo com o gerente, nem o fato dos chuveiros elétricos serem passados para a posição inverno nesses dias faz elevar o consumo. Porém, ele recomenda que as pessoas se atentem para o tempo de duração dos banhos, que deve ser o mínimo possível, em razão do chuveiro ser o maior vilão do setor elétrico.

Rennó destaca que o acumulado médio de economia vem subindo gradativamente na área de concessão da CPFL. Ele lembrou que, na última segunda-feira a economia atingiu 19,6% e, no dia seguinte, 19,5%, o que é considerado muito positivo, pois eram dias normais de atividade, se tornando um indicativo de que a redução média de 20% estabelecida pela Câmara de Gestão da Crise de Energia para as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste poderá ser atingida na área da CPFL.

Porém, Rennó lembra que nem o governo descarta a possibilidade da realização de apagões. Vai depender de que ocorram chuvas e do comportamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas com o plano racionamento. A tendência é, cada vez mais, se houver essa colaboração dos consumidores, se conseguirmos atingir a meta de 20%, de estar distanciando os apagões ou, se houver, talvez, venham numa escala menor do que aquilo que se propagava antes, afirmou.

Números

De acordo com a Paulista, só na última terça-feira, o mercado da CPFL economizou 19,5% de eletricidade em relação à média das terças-feiras de maio, junho e julho do ano passado. Na segunda, o índice de redução foi de 19,6%, enquanto no último domingo, esse índice foi de 23,5%, no sábado de 21,4% e na sexta-feira de 20,4%, os melhores resultados individuais de economia do mercado atendido pela CPFL, desde o início do racionamento, no dia 1 de junho de 2001.

Rennó disse que, para a questão energética, a torcida é para que o frio se mantenha por mais alguns dias no Estado.

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