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Funcionários da Sobar fazem ato contra atraso de salários

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Espírito Santo do Turvo - Trabalhadores rurais da usina de álcool Sobar, do Espírito Santo do Turvo, fizeram uma manifestação, ontem de manhã, em frente à empresa para protestar contra o atraso de quase dois meses no pagamento do salário. Cerca de 500 funcionários, segundo cálculos do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Duartina, estão em greve desde o último dia 11 de junho.

A empresa havia prometido quitar uma parte da dívida com os trabalhadores ontem, a partir das 16 horas. Mas como o pagamento seria feito de casa em casa, até o fim da tarde ainda não havia confirmação de sua concretização.

Mesmo com a efetivação do pagamento da primeira parcela, de uma série de três, uma parte dos trabalhadores já havia decidido que continuaria em greve. Eles entendem que o dinheiro, que deveria ser pago ontem, é muito pouco para aliviar as contas atrasadas. Mesmo assim, uma assembléia entre representantes do sindicato e dos trabalhadores estava marcada para ontem à noite, na sede do sindicato, em Duartina.

O acordo para o pagamento dos salários atrasados em três parcelas foi firmado entre o sindicato dos trabalhadores e os proprietários da empresa, segundo informou Abel Barreto, 48 anos, presidente do sindicato.

Um dos trabalhadores dispostos a continuar em greve é Davi Felix, 47 anos, que trabalha na empresa há dois anos.

Felix mora em Duartina, com a esposa e quatro filhos, e, segundo ele, está correndo o risco de ter o fornecimento de água e luz cortados e até mesmo de ser despejado da casa onde mora por falta de pagamento do aluguel.

Mesmo passando por dificuldades, Felix garante que existem colegas que estão vivendo uma situação ainda pior. Ao contrário dele, que tem a esposa que também trabalha, outros trabalhadores estariam dependendo exclusivamente do salário da Sobar para sobreviver.

Diante dessa situação, Felix revela duas grandes preocupações. Fica difícil de andar pela cidade. As pessoas vêm te cobrar e você não tem dinheiro para pagar as contas. A gente fica com medo de ter o nome no SPC. Ele acredita que a situação só começará a melhorar quando a empresa pagar o que lhe deve. Nós cumprimos a nossa parte, que é produzir. Agora falta à usina cumprir a dela, afirma.Diretores da empresa não foram localizados para falar sobre o assunto, ontem.

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