Não faz muito tempo, tivemos oportunidade de ler uma Carta ao Leitor enviada pelo nosso caríssimo prefeito da cidade, a respeito da praça Rui Barbosa, a praça da Matriz e sua transformação. Concordo com o Nilson quando ele desabafa seu sentimento por ver transfigurada, como foi, o que sempre foi um dos mais belos locais e mais românticos que possuíamos. Uma praça cercada de singeleza, de romantismo, de muita sombra e de caminhos apropriados para o que a gente chamava de footing dos jovens, rapazes e moças que, em fins de semana, passavam horas, após o cair da tarde, flertando e sonhando com uma felicidade possível. Existia ali, logo em frente à igreja, uma árvore frondosa, que muito me marcou, pois naquele ponto aconteceu o encontro de dois namorados que, ao longo do tempo, conseguiram manter uma vida matrimonial realmente feliz, a ponto de, ao final deste ano que passou completar 50 anos juntos (eu e minha Verônica). Foi assim que tudo começou. Embaixo daquela árvore, trocávamos juras de amor e fazíamos nosso planos para um matrimônio recomendado por Deus. Composições musicais surgiram, músicas e letras dedicadas à amada. E no auge de minha juventude, compus para minha então namorada, uma música em forma de acróstico e uma outra em cuja letra, no segundo verso, eu dizia... uma árvore grande indicava, onde iriam os dois se encontrar. E passaram dolentes por momentos felizes... eram tempos de prazer... e assim por diante. A árvore, de que falo, inspirava corações apaixonados e eu não era uma exceção. A praça, sem dúvida não é mais a mesma, mas tudo faz parte do progresso. Por isso, aqui recordo os bons tempos passados, já que recordar é viver. (Hermógenes de Oliveira - jornalista e professor - Mt. 46.934)
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