Termômetro do IPMet registrou 4,5ºC na madrugada de ontem, recorde anterior deste ano havia sido em maio, 7,2ºC
A madrugada de ontem foi a mais fria do ano. De acordo com medições do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Unesp, a temperatura chegou a 4,5ºC. O recorde anterior deste ano havia sido registrado no dia 18 de maio, com 7,2ºC nos termômetros.
Segundo o meteorologista Marco Antônio Rodrigues Jusevicius, a tendência é que o frio persista, mas sem repetir a marca registrada na madrugada de ontem. O frio deve manter-se até a madrugada de sábado.
A baixa temperatura, de acordo com o meteorologista, está sendo causada por uma massa de ar polar, que veio da Argentina, entrou pelo Sul do Brasil e parte dela permanece sobre o Estado de São Paulo. Ele explica que a massa está indo em direção ao mar e deve deixar o Estado até a madrugada de sábado. Talvez no domingo não esteja mais tão frio, adianta o especialista.
O meteorologista não quis arriscar uma previsão sobre a estação que acaba de chegar. Segundo ele, há fortes controvérsias em relação ao inverno deste ano. Enquanto alguns institutos dizem que mais frio vem pela frente, outros negam. Ele explica que o IPMet só faz previsão de 24 horas até cinco dias.
Quarenta e quatro pessoas pernoitaram no Albergue Noturno do Centro Espírita Amor e Caridade (Ceac) de anteontem para ontem, na madrugada mais fria do ano em Bauru. O frio intenso, no entanto, não aumentou muito a procura pela entidade, que recebe entre 30 e 40 pessoas nos dias normais. Quem passa a noite no albergue, além de cama, tem direito a janta, banho e roupas limpas. No dia seguinte, é atendido por uma equipe que faz o encaminhamento dos albergados conforme suas necessidades.
Bebidas quentes
O frio está aumentando a procura por bebidas quentes em Bauru. Em um loja especializada em cafés visitada pela reportagem, o movimento chega a dobrar. Hoje de manhã a procura já foi grande, mas é à noite que o movimento cresce bastante, afirma Gláucia Contador, que trabalha como caixa.
Vende muito café no frio. Eu mesmo chego a tomar seis. Sou viciado, admite o empresário Carlos Eduardo Fernandes. Já é um hábito, agora, com o frio, uma bebida quente só ajuda, completa o engenheiro agrônomo Marco Antônio de Brito.
O frio também esquenta o movimento nas farmácias. Dobramos a compra de medicamentos como antialérgico e antigripal, afirma a farmacêutica Alessandra Cristina Ferreira.
De acordo com ela, durante o inverno a probabilidade de doenças como a asma brônquica aumenta muito. Curiosamente, ela disse que, ontem de manhã, o movimento ainda não tinha aumentado na farmácia em que ela trabalha. Está tão frio que o pessoal não está nem querendo sair de casa, arriscou Alessandra.