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Zélia Duncan traz seu Sortimento

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 3 min

No show do novo CD, Sortimento, a cantora e compositora Zélia Duncan, 36, mostra uma trajetória musical que vai muito além dos discos gravados, cinco, e já alcançou a maioridade. Ela apresenta o show em Bauru, na Cervejaria dos Monges, na próxima quinta-feira, dia 28, a partir das 23 horas (a casa abre às 21 horas).

Como qualquer brasileiro que não tem parente rico, demorei um tempo para me tornar conhecida. Minha carreira é um exemplo legal: esse período de tempo é normal para quem trabalhou para conquistar algo, disse a artista em entrevista à reportagem.

Sortimento (2001) é o quinto CD da carreira de Zélia. Antes, ela lançou Outra Luz (1990), Zélia Duncan (1994), Intimidade (1996) e Acesso (1998).

O novo trabalho é fiel ao significado do nome - estão sortidas tanto as cores do encarte, que inspiraram a artista plástica que assina a direção de arte, Niura Bellavinha, quanto os estilos sonoros, incluídos no repertório. O folk e o bandolim sempre estiveram comigo, explica a cantora.

Como ela mesma disse, em Sortimento, Zélia carrega a sonoridade que sempre a acompanhou. Mas a mistura e a fusão de ritmos, que para ela também traduz o perfil da música dos anos 90, vêm expressivos no repertório do CD.

Ela canta Itamar Assumpção (Por Que Eu não Pensei nisso Antes?), Pepeu Gomes e Arnaldo Antunes (Alma), John, do Pato Fu, (Todos os Dias), Nando Reis, na faixa-título, e ainda completa com o clássico samba Na Hora da Sede, de José Américo e Braguinha.

Entre as composições próprias estão Eu me Acerto e as parcerias como em Desconforto, que fez com Rita Lee após compor também Pagu - que está no álbum 3001, da roqueira. Rodrigo Maranhão a acompanha em Chicken de Frango e Beleza Fácil. As parcerias renderam também a faixa-bônus Partir, Andar, que está no CD solo O Som do Sim, de Herbert Vianna.

No show, a cantora será acompanhada por Ézio Filho (baixo e direção musical), Fernando Caneca (violão, guitarra e vocais), Simone Soul (percussão, bateria e vocais), Cristiano Galvão (bateria e percussão) e Dudu Trentim (teclados e samplers). A direção é do ator e diretor Marcelo Saback, amigo de adolescência, com quem Zélia fez o primeiro show, em 1981, na Sala Funarte, em Brasília.

Na época, usava o nome Zélia Cristina e excursionou pelo Nordeste com Cida Moreira e Wagner Tiso. Em 89, apresentou o show Zélia Cristina no Caos, na Casa de Cultura Laura Alvin, momento em que recebeu o convite para gravar o primeiro disco Outra Luz.

A viagem aos Emirados Árabes Unidos surgiu no final de 91. Em 92, Zélia já estava de volta ao Brasil e participou do songbook de Dorival Caymmi, cantando Sábado em Copacabana, a convite de Almir Chediak.

O sobrenome Duncan (de solteira, da mãe) foi incorporado nessa época e deu nome ao disco de 94, gravado pela Warner, álbum que traz a versão (parceria com Christian Oyens) da canção Cathedral Song (Tanita Tikaran), sucesso que será mostrado no show. Vou cantar Catedral também, afinal não estou aqui para torturar ninguém.

(*) Colaborou AF

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