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O Sesi de Bauru lançou o programa "Alimente-se Bem por R$1,00". Antes do projeto ser posto em prática definitivamente, 370 trabalhadores irão avaliar a qualidade da comida.

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

Provavelmente a partir de setembro será possível almoçar bem em Bauru por um preço simbólico. Foi lançado ontem, no Serviço Social da Indústria (Sesi), o programa Alimente-se Bem por R$ 1,00. Antes de ser posto definitivamente em prática, a iniciativa vai ser julgada por um público de 370 pessoas cadastradas para a avaliar a comida. Nesta fase, as refeições vão ser gratuitas.

A coordenadora do programa, Tereza Watanabe, explica que a iniciativa não tem como objetivo apenas fornecer comida para pessoas de baixa renda, mas, sim, provocar uma mudança nos hábitos alimentares. No cardápio, estão várias combinações altamente nutritivas e que combatem o desperdício. No almoço de ontem, por exemplo, havia casca de abóbora. Não é um alimentação para pessoas pobres, mas um alimento inteligente. É interessante para todo mundo estar bem alimentado com baixo custo, argumentou.

A inauguração do programa ontem fez parte das comemorações dos 55 anos de atuação do Sesi no Estado de São Paulo. Programas similares de restaurantes educativos, batizados assim por tentar mudar os hábitos alimentares e ensinar receitas com alimentos alternativos, já existem em São Paulo e Sorocaba.

O restaurante é educativo porque além de servir comida, as pessoas vão aprender a preparar os pratos, afirma. Neste período de avaliação, vamos adaptar o cardápio para Bauru. Cada região tem os seus próprios hábitos alimentares, ressalta a coordenadora.

Segundo ela, os 370 avaliadores cadastrados são funcionários de empresas e entidades localizadas próximo ao Sesi, como Receita Federal, Correios e Hospital de Base. Após as refeições, os avaliadores vão responder a uma pesquisa todos os dias.

Comida aprovada

A procura pelo restaurante educativo foi grande, ontem. Além disso, pessoas ouvidas pela reportagem aprovaram a comida e disseram que vão adotar o cardápio inteligente em casa. Tenho quatro filhos e garanto que estas idéia vão ser aproveitadas em casa. Vou ensiná-los a comer bem e economizar, afirmou a funcionária pública Rosângela Takeshita Grijo. Aqui eu estou vendo o quanto eu desperdiço em casa, completou.

De acordo com a coordenadora do programa, todos os avaliadores vão levar um livro de receita para casa. Quero ensinar estes pratos para pessoas de baixa renda, disse a também funcionária pública Maria Eneide Ferreira Nogueira.

A professora aposentada Ana Maria de Melo Cavalari gostou muito da comida. Não sabia que casca de abóbora é tão bom. Está muito gostoso, uma delícia, entusiasmou-se.

Todos os alimentos servidos no restaurante recebem uma placa indicando as calorias. Uma série de placas informativas, com dados sobre os alimentos, como o aproveitamento de cascas e folhas, também foram afixadas no local.

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