Funcionários do Instituto Lauro de Souza Lima e do Ambulatório de Saúde Mental farão, hoje, um dia de paralisação das atividades, em protesto à demora na conclusão das negociações da Saúde com o Governo do Estado. A informação é do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo.
Na Grande São Paulo, o movimento de paralisações vem ganhando força e, até ontem, trabalhadores de 20 hospitais haviam suspendido o atendimento à população em vários setores. Os funcionários do Hospital Psiquiátrico Professor Cantídio Moura Campos, de Botucatu, estão aguardando os resultados da reunião de negociações, marcada para hoje, para definir a participação no movimento de paralisações.
De acordo com a diretora regional do sindicato, Mariuze Inêz Pereira Miranda, está marcada para hoje, às 10 horas, mais uma rodada de negociações entre representantes da categoria e membros do Governo, na sede do Palácio dos Bandeirantes. Os trabalhadores que estão reunidos em São Paulo seguirão em passeata até o Palácio, na esperança de conseguir alguma sinalização positiva por parte do Secretário Estadual de Saúde, José Guedes.
Amanhã, a categoria se reunirá, em assembléia, para discutir os resultados das negociações de hoje e decidir os próximos passos do movimento.
As principais reivindicações dos trabalhadores estaduais da Saúde são a criação de um plano de carreira com aumento salarial: piso de três salários mínimos para nível elementar, de seis para nível intermediário e de nove salários mínimos para nível universitário; revalorização do prêmio incentivo; regulamentação da jornada semanal de 30 horas para os trabalhadores da área administrativa e de carreira de apoio à pesquisa da saúde; creche em todos os locais de trabalho; abertura de concurso público; isonomia entre os trabalhadores da ativa e aposentados; revogação imediata da resolução da Secretaria do Governo Estadual que suspendeu a licença-prêmio aos trabalhadores municipalizados, entre outras.