Os anos 40, 50 e 80 servem de inspiração para a moda inverno que está nas ruas
Geométricos, flores, organza, couro croco e padrões de alfaiataria no pied-de-coq, espinha de peixe e no príncipe de Galles são as tendências para o inverno que começou com baixas temperaturas em todo Sudeste do Brasil.
Tempo de se retirar do armário ou comprar aquela bota de cano alto para ser usada com minissaias ou vestidos na altura dos joelhos, os tailleurs tipo vovó usava, os colares de muitas voltas, os chemisies, eternos aliados da elegância, e as meias em tons variados, incluindo as arrastão.
Os xadrezes também ganham as ruas, aparecendo inclusive em meias , sapatos e bolsas, assim como os tricôs com gola rulê em tons fortes para contrastar com o cinza da estação em que o sol está mais longe do Hemisfério Sul.
Aliás, os tricôs e as malhas são peças essenciais no guarda-roupa masculino e feminino neste inverno. As malhas secas com punhos, barras e golas caneladas devem ser usadas direto sobre o corpo ou com uma peça justa por baixo e os tricôs acompanhando saias jeans, de couro ou calças.
Requinte e luxo
As principais griffes do País buscaram nos anos 40 a feminilidade e o glamour das mulheres que se produziam para ir aos bailes, aos clubes, aos restaurantes. Acabou-se o minimalismo.
Os materiais usados são nobres e os bordados, além de peles, brilhos e plissados completam o look que pede acessórios como os antigos broches que podem ser usados de dia ou de noite.
Esquecida em algumas estações, a minissaia ressurge com tudo nesta estação, que pede, para as mais jovens, pernas de fora e salto alto. Seja em sandálias, escarpins ou botas. Ao lado das justinhas, aparecem as pregueadas e até mesmo as saias com prega-macho, aquelas que as meninas do colegial, dos anos 70, exibiam na sala de aula. Tempos de Ernesto Monte.