Vejam só, depois de um longo e temeroso esquecimento, voltamos a ouvir claramente os discursos eloqüentes dos investimentos no social, talvez atacados pela Síndrome de Outubro. Abrem-se os cofres e a retórica canalizada nesse filão.
A sociedade, cada dia mais atenta, tem observado quais foram as prioridades atendidas até aqui, e com certeza saberá fazer um paralelo das ações praticadas antes e depois dos dezenove meses de preocupação com o social. Poderá ajustar o pedaço de um trecho de uma matéria de jornal. No Brasil, pesquisa da Unicef, divulgada em maio, indicava que 35% da População jovem (7 à 14 anos) vive na pobreza. Suas famílias têm renda per capta inferior a (meio), salário mínimo. O percentual não parece muito alentador.
É importante que tenhamos espírito crítico para não nos deixarmos levar por uma miragem que poderá se estender até o primeiro ou último domingo de outubro. O ópio servido como iguaria tem trazido danos irreparáveis quando cessa a alucinação, necessário se faz observar bem o cardápio. Democraticamente, através do CPMF, fomos convidados a participar dos dezenove meses de social, agora é só aguardar alguém vir a público e chorar.
Em Tempo: Nobre atitude do nobre colega de não usar o dinheiro público em viagens; Que tal então lançar moda (emenda)? O Coletivo agradece!! (Samir P. Hadba - RG. 30.075.149-7)