Os servidores públicos municipais iniciam, a partir de amanhã, uma greve parcial, para protestar contra a Administração do prefeito Nilson Costa (PPS), que se nega a atender as reivindicações da categoria. Os trabalhadores reivindicam reposição salarial de 26,5%, percentual relativo à inflação acumulada no período do atual Governo Municipal.
A paralisação coincide com o rompimento do contrato entre a Prefeitura e a Unimed, responsável pela assistência médica de 14 mil usuários, entre funcionários públicos e seus familiares. Desde a zero hora de hoje a categoria está sem plano de saúde. O prefeito deverá encaminhar um novo projeto de lei para a Câmara Municipal para definir a situação. (Pág 3)
Segundo a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), a greve da categoria será parcial e por setores. Idelma Alcântara, diretora da entidade sindical, mantém em segredo os setores da Administração que serão paralisados amanhã, início do movimento.
Ela também não revela o tempo da paralisação, que poderá variar desde uma hora até um dia ou mais, dependendo do que os servidores do local decidirem em assembléia relâmpago. O último movimento realizado pela categoria ocorreu em agosto de 1997.
Sem motivo
O prefeito Nilson Costa afirma que não há motivos para os servidores fazerem greve. "A Administração está demonstrando toda sua vontade no sentido de assistir o servidor. Nós não seríamos obrigados legalmente a proporcionar um plano de saúde à categoria. Mas nós estamos dispostos a continuar." Nilson acredita que a proposta que será encaminhada à Câmara, cuja votação ocorrerá na próxima sexta-feira, deverá tranquilizar os trabalhadores. O projeto de lei do prefeito, que já recebeu apoio da maioria dos vereadores, prevê o desconto de 5% do salário bruto do servidor para custear o plano de saúde.
Mesmo depois de aprovado pelo Poder Legislativo, a Administração vai precisar de pelo menos 60 dias para licitar a prestação de serviço.