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Secretária diz que não tem informação oficial

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A secretária municipal de Saúde em exercício, Sônia Fiocchi, afirmou, ontem, que tem conhecimento extra-oficial sobre a alteração no projeto de municipalização de saúde. Ela contou que esteve com o diretor da DIR X, Flávio Badin Marques, na semana passada, quando foi informada sobre a mudança na gestão plena.

Sônia, no entanto, diz que não recebeu, até o momento, qualquer documento oficializando a alteração da proposta encaminhada à Secretaria de Estado da Saúde e ao Ministério da Saúde. É complicado nós tomarmos qualquer posição sobre o assunto quando nem o Ministério da Saúde e nem a Secretaria de Estado da Saúde nos comunicou oficialmente.

A secretária informou que pediu a Badin que oficializasse a alteração para que a secretaria possa avaliar o que o Município ganha ou perde com a mudança. É muito delicado comentarmos esse assunto se não temos nada em mãos. Vamos esclarecer a partir do momento que tivermos esse documento. Estamos cautelosos e aguardando.

Ela explica que o cofinanciamento lançado pelo Ministério da Saúde é para atender hospitais de propriedade do Governo do Estado. A dúvida é se a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) é patrimômio do governo, embora exista uma coparticipação do Estado na administração de seus hospitais.

Sônia deixou claro que o papel do Município na gestão plena de saúde não será o de interferir em questões internas do HB. O que a DIR faz seria repassado para nós. Queremos avaliar o reflexo que essa alteração terá para a população. Porque se não tiver reflexos importantes, se tudo será atendido devidamente, tudo bem.

Especulações

Segundo informações extra-oficiais, a direção da AHB estaria receosa de perder o controle administrativo e até mesmo político do Hospital de Base com a municipalização da saúde. Na gestão plena, quem vai determinar a compra dos serviços oferecidos pelo hospital será o Município e não a entidade mantenedora.

Ainda de acordo com especulações de bastidores, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), que também é médico, estaria influenciando na decisão do governo na alteração que está sendo proposta.

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