O que nosso querido mestre Gastão provavelmente queria dizer é que o Brasil, dadas as suas medidas gigantescas, não se encaixava nas medidas de mais ou menos. Ou tá beleza, ou tá perdido.
Eu gostaria imensamente de poder pensar que o Brasil é um gigante em pleno desenvolvimento, em plena ascensão, e que desde 1500 só fez crescer.
Afinal, a evolução é o sonho de todas as raças e de todos os povos. Não se imagina nunca, em nossos mais sofríveis pesadelos, pensar em retrocesso, em miséria, em fome e desemprego.
Já tivemos o ciclo do ouro, do carvão, da cana, do café, enfim, ciclos que davam emprego e sustentavam famílias de trabalhadores pelo Brasil todo. Posso não me lembrar muito da história do Brasil, mas nunca soube de uma recessão tão brava como a que estamos vivendo. Só mesmo na Segunda Guerra Mundial.
Hoje em dia temos como inimigo número um o desemprego, este antigo fantasma apavorante que hoje é tão presente nos lares de todas as famílias.
O drama do desemprego pode ser sentido aos domingos, em um programa de televisão bem breguinha, quando o cantor Netinho elege sua princesa por um dia. A maior emoção da família da eleita é sempre o momento em que o apresentador consegue emprego para o pai, para o irmão, o namorado, o cunhado, etc. Enfim, percebe-se muito claramente que o brasileiro está, via de regra, desempregado.
Não dá, portanto, pra ver a luz no fim do túnel quando se enaltece a Embraer como se esta fosse a salvação do Brasil, em detrimento da fase de ouro do café, da soja, enfim, dos primários que geravam emprego para tanta gente. Alguns empregos, algum trabalho pode até gerar, mas é muito pouco, é migalhinha, perto do contingente brasileiro passando fome, deprimido e depauperado.
O Brasil não investiu na educação, muito ao contrário, as escolas eram incomparavelmente melhores no período nefasto da ditadura. Como posso ficar feliz por estar o Brasil exportando tecnologia em vez de milho se o País não preparou seu povo com estudo técnico para trabalhar? Quem precisa de emprego no país é despreparado de qualidade de mão-de-obra porque o País não o preparou para a evolução. Temos catadores de milho, de café, da cana e de feijão espalhados pelo Brasil inteiro, esperando a colheita que não vem. Contingente de pessoas que não têm estudo, cujos filhos não sabem ler, perdidos na imensidão deste Brasil neoliberal. Que pena!
O PSDB precisa apresentar muito mais folha corrida do que a Embraer. Muito... muito... muito mais!
Dá prá pensar? (Jacqueline Didier - RG: 7.290.533)