Acoplado sobre uma carreta, equipamento vai ajudar cervejaria a enfrentar o racionamento de energia elétrica
Agudos - A unidade da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev), em Agudos, está recebendo um gerador móvel, destinado a garantir a sua capacidade produtiva durante a crise de energia elétrica. O investimento, segundo a empresa, é mais uma iniciativa da AmBev no sentido de colaborar com o racionamento de energia, sem comprometer a atividade fabril e o nível de emprego.
Importado dos Estados Unidos, o equipamento está acoplado sobre uma carreta e poderá ser deslocado conforme as necessidades da companhia. O gerador que foi destinado a Agudos faz parte de uma compra de dez unidades feita pela AmBev. O restante dos equipamentos foi deslocado para outras oito fábricas localizadas nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A aquisição integra o investimento total de US$ 75 milhões que a empresa está fazendo no seu programa de fontes próprias de energia.
Geração própria
Juntos, os dez geradores comprados pela AmBev têm capacidade total de 14,5 megawatts (1,45 megawatt cada um). Os equipamentos são de última geração, possuem proteção acústica, mecanismos antivibração e filtros de escape que preservam o meio ambiente.
Além de Agudos, os geradores serão instalados em Jacareí, Jundiaí e Jaguariúna, em São Paulo; no Rio de Janeiro; Camaçari, na Bahia; Juatuba, em Minas Gerais; Estância, em Sergipe; e Cuiabá, no Mato Grosso. Cada unidade receberá um equipamento, com exceção de Jaguariúna, para onde foram deslocados dois geradores.
Com os novos equipamentos, a AmBev amplia a sua capacidade de geração própria que deverá chegar a cerca de 30% no segundo semestre, nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Esta ampliação tornou-se necessária para viabilizar a meta de 15% de economia para a indústria de bebidas sem prejudicar a manutenção da atividade fabril da companhia e sua competitividade.
Preocupação com a economia
A preocupação da AmBev na busca de fontes próprias de energia começou em 1996, com o desenvolvimento de programas de cogeração e de redução no consumo. Naquele ano, instalou na unidade do Rio de Janeiro a sua primeira usina de cogeração.
Este ano, com o agravamento da crise energética e o racionamento proposto pelo governo, a AmBev decidiu reforçar a sua estratégia. Além de acelerar o Programa AmBev de Cogeração (PACO), a Companhia intensificou o trabalho de informação que desenvolve junto aos seus 17,5 mil funcionários.
As informações básicas sobre como economizar energia foram transmitidas, por meio de suas famílias, também às comunidades onde as fábricas estão instaladas.
Com os investimentos previstos, a AmBev planeja chegar ao segundo semestre de 2002 com 80% de geração própria de energia. Até o final do próximo ano devem estar operando as nove usinas de cogeração que estão em seu planejamento. A décima, Rio de Janeiro, já está em plena atividade.
Em outubro do ano passado, essa usina recebeu novos investimentos e elevou a sua capacidade de geração. Atualmente atende a 80% da demanda de energia da fábrica. É potência suficiente para suprir as necessidades de energia de uma cidade de 195 mil habitantes, considerando um consumo médio de 200 quilowatts mensais de uma família de quatro pessoas.