Muitos usuários reclamaram que perderam compromissos por causa da paralisação dos ônibus coletivos sem aviso prévio
Os usuários do transporte coletivo de Bauru reclamaram da paralisação promovida, ontem, pelo Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Bauru sem aviso prévio. A população que estava no Centro não tinha como retornar às suas casas e os usuários que estavam em casa e tinham compromissos chegaram atrasados ou nem conseguiram chegar. Os taxistas e mototaxistas, inclusive os clandestinos, faturaram alto com a falta de transporte coletivo.
Os pontos de táxis e de mototáxis estavam vazios: os veículos não conseguiam retornar ao ponto e já eram contratados para novas corridas, antes de chegar ao Centro. A avenida Rodrigues Alves ficou com o trânsito livre sem os coletivos. Em contrapartida, as calçadas estavam repletas de pedestres: pessoas tentando chegar ao médico, ao trabalho ou retornando para suas casas com crianças e compras nos braços.
Os pontos de parada dos circulares estavam lotados quando teve início a paralisação, por volta das 10 horas. Em pouco tempo, os pontos de mototáxis e de táxis esvaziaram-se e os usuários ficaram sem alternativas para se locomover. Os mototaxistas, segundo uma usuária, aproveitaram a oportunidade para subir a tarifa. Eles estão cobrando R$ 5,00 a corrida. Eu acho um absurdo. Estamos pagando pela paralisação, reclamou a usuária Karina Micheli de Souza.
Ela estava no Centro da cidade e pretendia retornar ao Parque Bauru, onde mora.É um absurdo o que está acontecendo. A população deveria ser avisada, disse. Outro usuário, José Raimundo de Mello, reclamou de ter que esperar mais de meia hora para chegar ao Núcleo Leão 13. Não sabia da paralisação. Acho que eles deveriam ter avisado a gente, disse.
Antonio Carlos Pires Ramos também se sentiu prejudicado pela paralisação dos ônibus. Acho que eles deveriam ter avisado a população para evitar este tumulto. Eles não estão errados, mas precisam respeitar a população.
Perdendo a chance
A desempregada Heloísa Aparecida da Silva Pereira sofreu com a paralisação. Ela aguardava o coletivo para ir a uma entrevista, que poderia valer um novo emprego. Eu fui selecionada para uma entrevista. Não tenho carro e não encontro um veículo para me locomover. Vou perder a minha chance de emprego, reclamou. Para ela, a paralisação é uma tremenda falta de consideração com os usuários. Eles não avisaram. Se eu soubesse, tinha saído de casa antes, arrumado uma maneira de chegar à entrevista, disse.