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Banespa é autuado por terceirizar mão-de-obra

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Mão-de-obra terceirizada estava sendo utilizada em atividades tipicamente bancárias, procedimento irregular

Na última quarta-feira, dia 4, a SubDelegacia Regional do Trabalho (SDRT) autuou o Banespa por utilização de mão-de-obra terceirizada em atividade tipicamente bancária, o que é irregular. A fiscalização ocorreu na semana passada, após denúncia do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, e culminou com o auto de infração, lavrado anteontem.

Consultada pela reportagem, a assessoria de imprensa do banco informou que a diretoria não irá se pronunciar sobre o assunto.

A atitude da instituição, atualmente controlada pelo grupo espanhol Santander, motivou uma manifestação ocorrida na última segunda-feira (conforme divulgado pelo JC), quando diretores do Sindicato dos Bancários, apoiados por integrantes do Movimento Sem Terra (MST), estiveram na porta da Transpev, empresa que terceirizou mão-de-obra para exercer funções de movimentação contábil no Banespa. Segundo o sindicato, a prática do Santander em todos os bancos que adquiriu no Brasil (Noroeste, Banco Geral do Comércio, Meridional e Banespa) é de substituir bancários por funcionários terceirizados, o que é classificado pela entidade como a precarização das condições de trabalho, salários e de direitos.

A autuação da subDelegacia do Trabalho, feita pelo auditor fiscal Durval Soler Torres, prova a denúncia do sindicato sobre a ilegalidade da utilização de terceiros na execução de serviços estritamente bancários. O sindicato deverá adotar medidas judiciais para tentar coibir esse desrespeito do Santander à legislação trabalhista brasileira, diz o diretor da entidade, Marcos Silvestre.

De acordo com ele, o sindicato entende que há falta de funcionários nas agências do Banespa. Porém, utilizar a estratégia de terceirização de mão-de-obra não seria a solução para esse problema, além de ser uma atitude ilegal. Entendemos que faltam funcionários no Banespa, mas, esse problema não será resolvido demitindo trabalhadores para serem substituídos por terceirizados. Os funcionários têm que ser mantidos e o banco tem que fazer mais contratações, respeitando a legislação. Ou seja, contratar mais bancários, observa Silvestre.

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