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Terceirizada da CPFL estaria irregular

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 1 min

Fiscalização realizada pelo Ministério do Trabalho apontou várias irregularidades, como falta de livro de registro

A empreiteira Engelétrica, contratada pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) em Bauru para execução terceirizada de serviços, tem até as 15 horas do próximo dia 10, terça-feira, para apresentar ao Ministério do Trabalho documentos de contrato com a empresa.

Uma fiscalização realizada pelo MT apontou uma série de irregularidades no que diz respeito às relações de trabalho. Segundo o diretor do Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia/CUT), Jesus Francisco Garcia, a empreiteira não adota cartão de ponto para os funcionários, não possui livro de registro nem anotações de cartão, não realiza intervalo para refeições, não paga horas extras e nem possui sistema de compensação, além de praticar jornada de trabalho excessiva.

Com mais de 40 funcionários, a Engelétrica foi contratada para realizar serviços como leitura de medidores, cortes e entrega de contas.

Jesus Garcia disse que, antes da terceirização, a média de leituras para um funcionário da CPFL, em condições favoráveis, era de 300 num dia de trabalho. Hoje, chegam a 500. Ao contrário do que parece, isso não prova eficiência, mas sim uma carga excessiva de trabalho, o que afeta diretamente a qualidade do serviço prestado ao consumidor, defende.

Ele afirma que haverá uma nova fiscalização na empreiteira, desta vez, em relação às condições de trabalho, como uso de roupas próprias, botinas adequadas, equipamentos de segurança, instalação de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), entre outras.

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