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Movimento do Sem-Terra chegou à região há 16 anos

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 1 min

O MST foi articulado em terras paulistas a partir de quatro experiências, registradas entre 1979 e 1984: lutas de posseiros da fazenda Primavera, em Andradina; dos sem-terra nas ocupações da fazenda Pirituba, em Itapeva; e dos acampamentos do Pontal do Paranapanema e da luta pela terra em Sumaré - as duas últimas articuladas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

No período de 1985 a 1990, o MST-SP intensificou a luta pela terra nas regiões em que estava organizado e ampliou sua atuação para a região de Bauru, onde realizou ocupações nos municípios de Promissão.

Entre 1990 e 2000, o movimento procurou ampliar a organização dos trabalhadores sem-terra, como em relação à produção, criação de cooperativas e associações de produtores, desenvolvimento da educação e organização de mulheres e jovens. Esse período coincide com o início do reconhecimento nacional e internacional do MST.

Desde 1979 até 1999, de acordo com o MST-SP, os sem-terra conquistaram 145 assentamentos no Estado de São Paulo, onde foram assentadas 10.935 famílias em 239.540 hectares. Dessa área total, segundo a organização, 90% foi conquistada por meio da ocupação da terra.

No ano passado, o MST contabilizou 14 acampamentos em terras paulistas, envolvendo 3.225 famílias, das quais 80 encontram-se em Brasília Paulista, distrito de Piratininga.

No Brasil, atualmente, há 555 acampamentos, de acordo com levantamento do MST. Neles, vivem 73.066 famílias. A maioria delas (28.024) encontra-se em Pernambuco. O menor número de grupos familiares está no Ceará: 210, espalhados por quatro acampamentos.

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