A coordenação do acampamento do MST na fazenda Santo Antônio está reivindicando a instalação de uma escola no local à Prefeitura Municipal de Piratininga.
O argumento é que a escola facilitaria a vida dos filhos de assentados e de moradores do horto, que não precisariam mais acordar cedo para pegar ônibus municipal, logo às 5h30.
A escola aqui também facilitaria a vida dos pais, que poderiam freqüentar as reuniões de pais e mestres. Hoje, não participamos das reuniões porque temos dificuldade em conseguir transporte para ir às escolas, afirma João Vergino dos Santos, um dos coordenadores do acampamento e pai de sete filhos e avô de duas netas - todos moradores do acampamento.
Em entrevista por telefone, Regina Izar, secretária municipal de Educação de Piratininga, negou que os sem-terra tenham reivindicado a instalação de escola na fazenda Santo Antônio.
Apesar disso, Regina avaliou a implantação da escola como desnecessária. Não concordo com a reivindicação. Hoje, os filhos dos acampados estudam em escolas no distrito de Brasília Paulista, que é bem próximo do acampamento, e em Piratininga, e têm transporte. Além disso, o horto é mais próximo da cidade do que do acampamento, comentou.