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Hérnia de disco é principal complicação

Redação
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A hérnia de disco é uma das principais complicações para pessoas que adotam posturas erradas no dia-a-dia. Além de causar fortes dores, ela dificulta a transmissão dos impulsos nervosos entre cérebro e órgãos, podendo interferir no funcionamento das atividades orgânicas. No Brasil, ela é uma das causas mais importantes de afastamento do trabalho.

A coluna vertebral é composta, em média, por 33 vértebras. Separando umas das outras existes almofadas de cartilagem chamadas discos. Eles funcionam como amortecedores para os movimentos da coluna, impedindo que os ossos sofram um desgaste por atrito. A hérnia acontece quando estes discos são comprimidos pelos ossos (numa postura errada, ao levantar um peso inadequadamente ou após um trauma) e se rompem. A substância gelatinosa contida no núcleo dos discos vaza e passa a comprimir a espinal medula, causando desconforto e dores.

Em casos graves (3% a 4% dos casos nos Estados Unidos), a hérnia só pode ser retirada por meio de cirurgia. Porém, quando descoberta no início, enquanto é pequena e não atingiu os nervos, o tratamento com técnicas fisioterápicas e a reeducação postural pode fazê-la regredir ou, pelo menos, estabilizar.

A fisioterapeuta Laura Caramaschi alerta, porém, que nem sempre a hérnia apresenta sintomas: Técnicos da ressonância magnética apresentaram um estudo, num congresso do ano passado, mostrando que 20% dos pacientes que fizeram o exame tinham hérnia de disco e não sentiam dor. Se não descobrissem a hérnia no exame, ficariam sem tratamento até que o problema se agravasse e exigisse cirurgia.

Quando o paciente apresenta deficiências neurológicas, como a perda de coordenação motora, ou alterações fisiológicas, como problemas urinários, é sinal de que a hérnia já está muito evoluída. Nestes casos, geralmente, a única opção é a cirurgia.

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