Muitos são os desafios lançados, em momentos propícios, à legião de pessoas que habitam o grande globo terrestre que aí está nos agasalhando. Aliás, ninguém o ignora até porque entre os bons, aqueles que ajudam a viver e vibrar os corações de todos, concorrendo para que se prolonguem algo mais, há os que penalizam a uns e outros, empurrando-as mais depressa para os jazigos e as sepulturas, em cujo recinto, escurinho como breu, ninguém desconfiou até hoje o que realmente fazem, se bondades ou diabruras... Mas inexiste razão, contudo, para que se batam palmas para os maus, pois não as merecem em hipótese nenhuma, uma vez que não se pode abraçar, carinhosamente, a quem nos agride violentamente. Já os desafios agradáveis sim, porque tendem eles a acariciar amorosamente as pessoas com obras ou acontecimentos positivos. Um deles é esse aplaudido Dia do Desafio, desenvolvido anualmente em 23 nações do continente americano, inclusive o Brasil-SP, onde é coordenado por essa elogiável instituição, que pessoalmente admiramos, denominada Serviço Nacional do Comércio - SESC. Qual é o desafio que o dia faz? Procura sensibilizar as pessoas em geral para a prática diária (ao menos 15 minutos) de qualquer atividade física. No ano passado, foi atendido por 410 cidades, que o movimentaram intensamente. Este ano, a participação aumentou para 913, envolvendo milhares de pessoas. E o dia tinha mesmo que crescer rapidamente porque, se a sobrevivência humana (será?), tão longa quanto possível, constitui a obcessão das pessoas, que a buscam a todo instante e a todo transe, a atividade física dos seres viventes figura em primeiríssimo plano, segundo os mais corretos e profundos aconselhamentos da medicina de ontem e de hoje, como certamente o será também do amanhã de todos os séculos, uma vez que os médicos não podem deixar de tê-los entre as suas principais cogitações terapêuticas. Lembre-se até que as caminhadas diárias, de manhã, de tarde e até de noite, sugeridas pelos clínicos em geral, confirmam a assertiva com absoluta eloquência. O exercício é realmente salutar! E por isso e mais alguma coisa, o Serviço Social do Comércio e seus prendados parceiros de tarefa, entre eles, destacadamente, a Rede Globo e as prefeituras, merecem ser estimulados quanto à continuidade do evento, importante tendo-se em vista os benefícios que ele traz à coletividade. O grupo assumiu o desafio e já não pode parar no longo caminho que tem pela frente e que conta com a inspiração e o impulso das nações do continente que o lançaram, evidentemente, para vingar e ficar... É a nossa opinião.
(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.