Marília - Consumidores industriais, comerciais e do setor de serviços e outras atividades já negociam seus excedentes de energia elétrica - sobra da meta fixada para o consumo. Segundo diretor titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Marília, João Barion Júnior, as negociações são feitas em duas modalidades: no mercado livre, através de contratos bilaterais, ou nos leilões diários organizados no Mercado Atacadista de Energia (MAE). Fora dessas duas modalidades são ilegais e não aconselhável para qualquer segmento, alertou o dirigente.
Os consumidores do Grupo B (aqueles que não têm contrato de demanda com as concessionárias) e da alta tensão (com demanda contratada igual ou inferior a 2,5 mil KW), por exemplo, podem comercializar seus excedentes desde que vinculados a um mesmo grupo controlador, ou a um mesmo setor produtivo. Esse detalhe é muito importante, e as pessoas devem prestar muita atenção sobre isto, destacou Barion Júnior, ao lembrar que as empresas pertencentes ao Grupo A (acima de 2.500 KW) devem vender seus certificados nos leilões ou em transações bilaterais.
Entrar nesse mercado requer alguns cuidados como, por exemplo, solicitar um certificado que é emitido pelas concessionárias de energia da região onde a empresa está localizada, onde deve constar a quantidade de megawats que a indústria deseja vender, isto é, o excedente. Nunca faça algo sem se informar primeiro, destacou o diretor do Ciesp de Marília. O sistema Fiesp/Ciesp tem um departamento exclusivo para atender o industrial que tiver qualquer dúvida, lembrou.
Através da Internet as dúvidas poderão ser esclarecidas pelo site do sistema Fiesp/Ciesp (www.fiesp.org.br) ou então pelo www.asmae.com.br que também mostra informações sobre o assunto, com um guia com normas para a comercialização temporária dos excedentes e todo o mecanismo eletrônico para a viabilização dos negócios com alta confiabilidade e precisão. No site, também está disponível o Open Mae, que funciona como um mural de ofertas de compra ou venda de energia. Mais informações sobre o assunto pelo telefone 0800-100008 ou e-mail racionamento@asmae.com.br.