A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais acusou, ontem, a Administração de tentar ganhar tempo com a greve da categoria para justificar uma possível contratação, em regime de urgência, de uma empresa para coletar o lixo da cidade.
Depois de realizar uma assembléia por volta das 12 horas, no Departamento de Apoio Operacional (DAO), os servidores que trabalham na coleta de lixo decidiram colocar nas ruas parte dos caminhões, para atender a exigência mínima da legislação, que determina que 30% dos chamados serviços essenciais têm que ser mantidos por grevistas.
Por volta das 14 horas, o funcionário encarregado do setor de lixo da Emdurb recebeu um telefonema do Gabinete da Prefeitura, determinando que os veículos fossem mantidos no local até que o Sinserm oficializasse a retomada do serviço para atender a legislação.
A diretora sindical Sônia Carvalho avaliou a atitude da Administração como uma manobra para ganhar tempo. Para deixar oficializado que os servidores estavam sendo impedidos de retomar o serviço parcial da coleta de lixo, a sindicalista chamou a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) de preservação do direito de trabalho.
A confusão atrasou a liberação dos veículos. Com isso, os coletores decidiram, em assembléia, retomar o serviço somente no início da noite. Muitos deles reclamaram que estavam no DAO desde o período da manhã, sem almoço. A Emdurb só liberou 25 marmitex para o pessoal que deveria cumprir a escala no período da tarde.