A Cadeia Pública de Bauru abrigava ontem, na hora da rebelião, 174 presos. A capacidade da cadeia é para 36 presos, portanto estava superlotada. Do total de detentos, aproximadamente 10% poderiam ir para o sistema penitenciário, uma vez que já foram condenados.
O promotor Luiz Carlos Gonçalves Filho conseguiu 15 vagas no sistema no sistema penitenciário, depois do início da negociação com os presos, e prometeu fazer as transferências após os trâmites legais. Durante a rebelião, o Cadeião foi cercado por policiais militares enquanto a Polícia Civil, através da DIG/Garra, reforçava a segurança interna no decorrer das negociações.
A polícia deu prioridade à rebelião porque suspeitava que enquanto os presos estavam participando do movimento, outros estariam cavando algum túnel. No final da rebelião, o diretor do Cadeião, o delegado Roberto Cabral Medeiros, disse que ainda não sabia, mas que provavelmente ainda ontem seria feita uma revista na cadeia, a fim de detectar se houve alguma depredação.
Ele ainda não tinha definido se as visitas aos presos iriam ser suspensas ou não esta semana. Não tive tempo para pensar nisso, disse. Três horas depois do início da rebelião, os familiares dos presos já se aglomeravam na porta da cadeia querendo notícias. O tratamento que eles (presos) estão recebendo é desumano. São nossos filhos e maridos que estão aí dentro, disse uma das mulheres presentes. Sem se identificar, elas alegaram que os presos estão apanhando dos policiais. Eles estão feridos e os carcereiros não os levam para o Pronto-Socorro Municipal, disseram.
Para o diretor da cadeia, o Centro de Detenção Provisória (CDP) pode ser a melhor alternativa para resolver o problema de superlotação da cadeia. Os CDPs oferecem cerca de 700 vagas. Poderia abrigar os presos de Bauru e região, disse.