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Sinergia fecha acordo coletivo para funcionários da CTEEP

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia), filiado à CUT, fechou, ontem, o acordo coletivo da categoria para os trabalhadores da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). A última proposta da empresa foi apresentada na manhã de segunda-feira e aceita por 157 funcionários, do total de 180 que compõem o quadro da companhia. Ontem de manhã, os trabalhadores fizeram uma paralisação de cerca de duas horas para votar, em assembléia deliberativa, a contraproposta apresentada ao sindicato no feriado do último dia 9.

De acordo com o diretor do Sinergia/CUT, Jesus Garcia, a proposta aceita pela maioria dos funcionários da CTEEP oferece 5,52% de reajuste salarial para todos os trabalhadores (da ativa e aposentados); 7% de reajuste, com base na inflação do período de junho de maio de 2000 a 31 de maio de 2001, referente ao dissídio do ano passado; pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que vai girar em torno de um salário para cada trabalhador; pagamento da primeira parcela do 13º salário, dentro dos próximos 20 dias; garantia de emprego até 2002, mais benefícios. As horas paradas dos funcionários, quando foram realizadas paralisações durante as negociações do acordo coletivo, não serão descontadas.

As principais reivindicações da categoria eram 7% de reposição da inflação; pagamento da PLR; prorrogação do acordo coletivo até 2002 (garantia de emprego); benefícios e passivo dos 7% de reajuste salarial/inflação referente ao dissídio do ano passado. Segundo Garcia, agora faltam apenas alguns ajustes sobre critérios jurídicos referentes aos benefícios que constam do acordo para a assinatura final do contrato.

Com isso, o Sinergia/CUT finaliza as negociações sobre acordo coletivo dos energéticos em toda a região, já que na CPFL e nas usinas pertencentes à Bacia do Tietê o acordo final já foi assinado. A próxima luta do sindicato, segundo Garcia, será em relação à precarização das condições de trabalho, através da contratação de mão-de-obra terceirizada para desenvolver o que é considerado como atividade-fim das empresas do setor energético.

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