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Lixo hospitalar é despejado em bolsão de entulho pela terceira vez

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Materiais provenientes de lixo hospitalar foram encontrados, na manhã de ontem, em um bolsão de entulho localizado na Travessa João Rosalin, na Vila Santista. Esta foi a terceira vez que moradores do local denunciam o despejo do material em local inadeqüado. A Polícia Militar foi acionada e registrou a ocorrência. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e um representante da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), que seria responsável pelo lixo hospitalar achado no bolsão de entulho, também estiveram no local.

De acordo com o morador Dirceu Ruiz, duas caçambas de lixo hospitalar foram depositadas, por uma empresa terceirizada, no bolsão de entulho da travessa João Rosalin. Entre os materiais encontrados, que estavam acondicionados em sacos de lixo pretos, havia seringas, soro, gesso, documentação da AHB e gazes, papel toalha e papel higiênico sujos de sangue. O rapaz disse que deixou aqui para depois pegar. Ainda que fosse lixo comum, era para levar para o lixão, e não para cá. Aqui é bolsão de entulho, não é lixão, enfatizou.

Os sacos pretos configuram erro na separação do lixo hospitalar, de acordo com a Emdurb. A empresa, que é responsável pela coleta de lixo hospitalar e residencial, orienta que o material de hospital deve ser embalado em sacos brancos específicos, com espessura própria, e fechados com grampos, que impedem a entrada de ar e, conseqüentemente diminuem a probabilidade de que o plástico se rompa.

Ruiz acionou a Polícia Militar e a Emdurb, cujos representantes compareceram ao local. Já é a terceira vez que jogam lixo hospitalar aqui, reclama o morador da Vila Santista.

O material foi recolhido e levado ao Hospital de Base, onde o lixo hospitalar foi separado do lixo comum e acondicionado nos sacos adequados para a coleta diferenciada.

AHB

O presidente da AHB, Joseph Saab, afirmou que o gerente de manutenção do Hospital de Base contratou uma empresa terceirizada para levar o lixo ao aterro sanitário, devido ao acúmulo gerado pela greve dos servidores públicos municipais. Começou a amontoar fora da casa do lixo, que já estava com sua capacidade ultrapassada porque a coleta não estava sendo feita. Não estávamos agüentando a invasão de moscas. Na pressa de limpar, o gerente contratou uma empresa para tirar o lixo do hospital, disse.

No entanto, a assessoria de imprensa da Emdurb ressalta que a coleta de lixo hospitalar estava sendo realizada pelos funcionários, apesar da greve dos servidores públicos municipais.

Sobre o destino do lixo, Saab informou que as caçambas seriam levadas primeiramente ao bolsão, pela pressa em retirar o material do hospital. Em seguida, o lixo seria recolhido e levado ao aterro sanitário. A empresa contratada fez tudo rápido para tirar (o lixo) do hospital, enfatizou.

Quanto ao acondicionamento em sacos pretos, inadequados para o lixo hospitalar, o presidente da AHB alegou que será aberta uma sindicância para averiguar de quem foi o erro. O caso está resolvido. O lixo foi reembalado em sacos brancos e levado ao aterro sanitário. Só que isso não pode acontecer novamente. Quem errou será punido. Os funcionários devem estar atentos a isso. O material contaminado era para estar em sacos brancos. Se houve erro, vamos apurar, garantiu Saab.

Terceira vez

Esta foi a terceira vez que lixo hospitalar foi encontrado no bolsão de entulho da Vila Santista. As primeiras vezes aconteceram nos dias 12 e 25 de abril, conforme publicado no Jornal da Cidade.Nas ocorrências anteriores, a Emdurb acionou a AHB e convocou uma reunião, que foi realizada no dia 27 de abril com participação de representantes da AHB e da empresa terceirizada para serviços de limpeza no Hospital de Base.

De acordo com a assessoria de imprensa da Emdurb, a AHB reconheceu que o lixo pertencia a ela e recebeu orientações sobre como proceder com lixo hospitalar. Desta vez, a Emdurb deve acompanhar as investigações policiais sobre o caso e tomar as providências adequadas.

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