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Industrial reclama de descaso da CPFL

Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Industrial recebeu meta de consumo zero para sua empresa. Ele tenta ser atendido na CPFL desde o dia 5 de julho.

Não só contas emitidas pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), mas também o atendimento prestado aos consumidores nessa época de racionamento têm gerado muitas reclamações. O empresário Antônio Carlos da Silva, da A.C. Agroindustrial LTDA., está tentando resolver um problema referente à sua conta de energia elétrica do mês de junho desde a tarde da quarta-feira retrasada, dia 4 de julho. Apesar de ser consumidor do Grupo A (grupo de grandes consumidores) da concessionária, Antônio Carlos não consegue resolver seu problema.

O empresário conta que recebeu a conta referente ao mês de junho no dia 4 de julho, na qual constava o consumo de 31.721 kw/h, quantidade média consumida pela A.C. Agroindustrial LTDA. e esperada pelo empresário. No entanto, o valor a ser pago era cerca de oito vezes maior que o mensalmente pago pela empresa. Para minha surpresa, recebi uma conta de R$ 25.946,17, disse Antônio Carlos.

Ele explica que, pelas informações que constam no boleto, o valor refere-se a taxas adicionais cobradas pelo fato da empresa não ter atingido a meta de consumo. No entanto, a meta de consumo estabelecida pela CPFL para a A.C. Agroindustrial, impressa no boleto do mês de maio, era de 0 kw/h. A empresa não existia nos meses que a CPFL pegou para calcular a meta. O histórico dela está se fazendo agora. Se eles querem 0 kw/h de consumo, eu tenho que fechar a empresa, reclamou o consumidor.

Apesar da carta enviada pelo empresário à concessionária, pedindo revisão da meta, ele não obteve resposta. Fiz a carta nos preceitos da norma e enviei no dia 15 de junho, afirmou.

No verso da conta recebida em junho, ele recebeu a informação de que sua nova meta de consumo seria de 2.593 kw/h, cerca de 7% da média de consumo da empresa. O que se pretende é fechar as empresas que não tinham histórico de consumo anterior. Nós chegamos a discutir o encerramento das atividades da empresa, mas temos investimento, funcionários, fornecedores etc, observou.

Atendimento

Na quarta-feira, 4 de julho, quando recebeu a conta e observou o valor cobrado, Antônio Carlos procurou atendimento da CPFL. Agendou uma reunião para o dia seguinte com um representante do escritório da concessionária em Bauru. Na ocasião, foi informado que o problema poderia ser solucionado apenas por um gerente de Campinas, pelo fato dele ser consumidor do Grupo A.

Desde então, o empresário tem procurado o gerente José Manoel Silveira Neto num telefone 0800 fornecido e em um outro número, de ramal direto. Em quatro dias, eu não consegui atendimento da CPFL, sendo considerado grande consumidor. Há quatro dias eu não faço outra coisa a não ser pensar no assunto. Praticamente isolei uma linha telefônica e coloquei uma pessoa para ligar de três em três minutos para esses números e só dá ocupado, durante um dia inteiro. Já me propus a ir para Campinas, mas um funcionário que atende os consumidores residenciais disse para eu não perder a viagem, porque eu não seria atendido, afirmou.

Além do suposto erro no cálculo do valor a ser pago pela empresa na conta de energia elétrica, o consumidor mostra profunda insatisfação com o atendimento oferecido pela concessionária. Esse é o tratamento que se dá a uma empresa que quer funcionar e progredir dentro dos parâmetros da lei?, questiona Antônio Carlos. A minha preocupação é que o mês está correndo. Mais um mês com uma conta dessa, a empresa fecha, acrescenta.

CPFL

A assessoria de imprensa da CPFL, procurada pelo Jornal da Cidade, informou que o problema da empresa A.C. Agroindustrial seria solucionado na quinta-feira (ontem).

Apesar de não informar o que seria feito em relação ao caso, garantiu que procurariam o consumidor para encontrar a melhor alternativa.

Quanto à dificuldade de atendimento pelo 0800 e pelo ramal direto tentado por Antônio Carlos, a assessoria alegou que há uma grande demanda de ligações e os telefones estão congestionados, apesar do grande número de funcionários.

Antônio Carlos informou ao JC, no final da tarde de ontem, que não havia sido procurado pela CPFL. Não tive retorno oficial e nenhum posicionamento a respeito da conta. Ninguém liga, ninguém dá retorno. E ninguém consegue falar na empresa. Existe uma relação comercial totalmente degradada. O 0800 não funciona e o ramal direto não existe, enfatizou.

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