Sindicato reuniu os trabalhadores, ontem, para fazer uma nova proposta que será apresentada às empresas hoje.
O Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários (Sindtran) reuniu, ontem, trabalhadores das três empresas que operam no sistema de transporte coletivo de Bauru - TUA (Transportes Cidade Sem Limites), Kuba (Baurutrans) e Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) - para elaborar uma proposta alternartiva, referente às negociações sobre o acordo coletivo da categoria. Ela será apresentada às empresas hoje, durante uma nova mesa-redonda que será realizada no Ministério do Trabalho (MT), marcada para as 10 horas.
O novo texto inclui a alteração do valor reivindicado anteriormente pelo piso salarial dos motoristas para R$ 715,00 (antes a categoria pedia R$ 729,30) e piso para cobradores de R$ 510,00, o que equivaleria a 7,84% de reajuste; esse mesmo índice de reajuste para os funcionários dos demais setores das empresas; a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi flexibilizada para que seja pago 7,5% do valor sobre o salário de cada trabalhador em outubro deste ano e mais 7,5% em março de 2002 (antes, o pedido era de 15% do valor pago em outubro deste ano e mais 15% em março de 2002); no plano de saúde, que o sindicato solicitava o valor de R$ 50,00, sendo que as empresas chegaram a propor pagar 50% do valor, a proposta alternativa prevê R$ 25,00 financiados pela empresa e, em média, R$ 9,00 por dependente para cada trabalhador; o tíquete alimentação permaneceria no valor de R$ 80,00 para a ECCB, que já oferece o benefício, e para a TUA e a Kuba, o sindicato sugere que seja concedido a partir de julho, no valor de R$ 40,00, e a partir de dezembro, os outros R$ 40,00.
Dessa forma, nós entendemos que chegamos ao limite máximo da flexibilização das nossas reivindicações iniciais. Apresentaremos a proposta alternativa dos trabalhadores amanhã (hoje), durante a mesa-redonda que contará com a presença de representantes das três empresas, da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) - que é a gerenciadora do sistema - e do Conselho de Usuários, que também emite opiniões nas épocas dos reajustes tarifários, bem como sobre a qualidade do transporte, diz o presidente do Sindtran, Elias Pinheiro da Silva.
O sindicalista afirma que, da parte dos trabalhadores, foi feito tudo o que era possível, mesmo levando em consideração que de 97 para cá os reajustes tarifários teriam sido bem maiores que os reajustes salariais dos trabalhadores da categoria. Fizemos tudo o que era possível para negociar. Agora, não podemos mais admitir que déficits provocados por outros custos das empresas prejudiquem a situação financeira dos trabalhadores. Além disso, a Emdurb tem outras alternativas para diminuir os custos operacionais mantendo o preço da tarifa, sem forçar prejuízos aos salários dos trabalhadores. Uma delas é o redimensionamento do sistema, evitando superposições de linhas, observa Silva.
De acordo com ele, sindicalistas de São José do Rio Preto virão a Bauru, hoje, para apoiar o Sindtran nas negociações. Silva diz que, até o final da reunião no MT, por volta do meio-dia, não haverá nenhum tipo de movimento por parte dos trabalhadores. Se as partes não chegarem a um acordo e a proposta for negada, as paralisações poderão ser intensificadas. Porém, uma greve geral foi descartada pelo presidente do Sindtran.
Se não chegarmos a um acordo na mesa-redonda de amanhã (hoje), não faremos greve. Mas certamente iremos ampliar os movimentos de paralisação, de forma a ser definida caso o impasse continue. Poderemos utilizar estratégias como a operação tartaruga, catraca livre e paralisações mais longas do que as já realizadas. Essa proposta alternativa que elaboramos hoje (ontem) é o máximo que podemos oferecer e o mínimo aceitável para os trabalhadores da categoria, afirma Silva.