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Procon resolve queixas sobre metas

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Reclamações sobre metas de consumo da CPFL foram resolvidas e não chegaram a se transformar em registros.

Num levantamento feito pelo Procon que incluiu os atendimentos realizados de segunda-feira até ontem, dez casos eram referentes à reclamações de consumidores da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Segundo o coordenador do órgão, Silvio Orti, dessa vez as queixas não eram relacionadas a problemas no atendimento ou sobre o 0800 da empresa, e sim, sobre o indeferimento da companhia a pedidos de revisão de metas de consumo. A boa notícia é que, com o intermédio do Procon, todos os dez casos foram resolvidos e melhoraram a situação dos consumidores.

De acordo com Orti, quando esses consumidores receberam a resposta da CPFL negando a solicitação de revisão de metas, recorreram ao Procon para tentar mudar o resultado. Entre os dez reclamantes do levantamento apresentado estavam consumidores residenciais e comerciais, de Bauru e de algumas cidades da região. Através de contatos telefônicos feitos pelo órgão de defesa do consumidor com o Departamento de Atendimento ao Cliente da CPFL, em Campinas (SP), os casos foram revertidos a favor dos reclamantes. Em alguns casos, o resultado final não correspondeu exatamente ao que o reclamante queria, mas melhorou bastante a situação. Para algumas pessoas que nos procuraram e que teriam que pagar a sobretaxa por ter excedido o consumo indicado pela meta da CPFL, a situação ficaria realmente difícil, comenta Orti.

O coordenador do Procon cita o caso de um comerciante de Agudos, que está entre os dez solucionados pelo órgão nesta semana. Ele e outros dois microempresários utilizavam o mesmo relógio de luz até o último mês de abril, quando cada um instalou o seu próprio relógio. Quando a meta da CPFL foi enviada a esses comerciantes, indicava que o consumo nos três estabelecimentos deveria ser de 140 kWh. Além disso, o consumo de maio foi considerado zero, o que piorou a situação do reclamante. Ele achou um absurdo, não entendeu como a empresa havia calculado essa meta e enviou uma carta solicitando a revisão, que foi negada. Então, ele veio até o Procon e, como não possuía histórico anterior, a CPFL concordou em fazer uma revisão baseando a meta sobre os meses de junho e julho. Isso elevou a meta de consumo do comerciante, o que deu a ele condições de continuar trabalhando, conta Orti.

O coordenador do Procon observa que, em alguns casos que chegaram ao órgão, era realmente impossível o consumidor cumprir a meta que havia sido estipulada pela distribuidora de energia elétrica. Mas, de acordo com as particularidades de cada situação, as divergências têm sido resolvidas até o momento e nem chegaram a se transformar em registros formais de queixa no órgão. Porém, Orti acredita que, de agora em diante, o número de reclamações irá aumentar. Acho que a quantidade de reclamações sobre esse assunto, aqui no Procon, irá aumentar a partir de agora. Além de muitas respostas da CPFL ainda estarem chegando aos seus destinos, há também a questão das sobretaxas, que certamente causarão euforia entre os consumidores. Então, a demanda no Procon deve aumentar nos próximos dias. Vamos procurar resolver o maior número de casos possíveis, com tranqüilidade e coerência, diz Orti.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da CPFL, até a última quarta-feira a empresa havia recebido um total de 200.519 solicitações de revisão de meta de consumo, através de cartas, agências descentralizadas e e -mails. Até a manhã de ontem, a companhia já havia respondido a 128.804 solicitações, o que equivale a 64% do total recebido. O prazo para pedidos de revisão foi encerrado no último dia 16. As cartas postadas até essa data serão respondidas pela CPFL dentro de até 21 dias, conforme prevê resolução da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE).

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