Só a democracia possibilita o exercício da cidadania na sua mais ampla forma. Estou acompanhando a polêmica da municipalização da gestão plena de saúde, onde a secretária de Saúde e o diretor da DIR-X, defendem a tese da gestão plena pelo município. Leitores escrevem julgando e dando sua opinião e isso é positivo. Quero também fazer alguns comentários como usuário do SUS. Em tudo que li e ouvi a secretária da Saúde diz que com a gestão plena os hospitais continuarão a ser administrados pela AHB, e os R$ 1,8 milhão, principal razão das discussões, virão para o fundo municipal de saúde carimbado e, portanto, repassados para os hospitais, entretanto esse dinheiro entraria no orçamento do município de Bauru e com isso o montante com gastos de pessoal exigidos pela lei de responsabilidade fiscal seria reduzido e ela poderia contratar mais médicos, enfermeiras e demais funcionários para a Saúde. Eu ouvi que no ano 2000 o orçamento da Saúde Municipal consumiu 79% dos gastos com pessoal e apenas 1,5% com novos investimentos e equipamentos, então não fica claro com que dinheiro vai se pagar os novos funcionários. O diretor de Saúde, no JC de 17/7/01, fala em divergência técnica e de uma tal de Norma Operacional Básica (NOB) e hoje NOAS (Norma Operacional de Assistência à Saúde) que os técnicos criaram para normatizar o setor Saúde, só que ninguém até agora falou o quanto vai melhorar o atendimento para o cidadão que paga impostos e que parte vai para esses fundos de saúde e o atendimento no SUS. Só quem usa é que sabe como funciona mal, vejo que o assunto é complexo e de difícil compreensão pelos cidadãos comuns, mas qualquer que seja o administrador do fundo e que receber esses R$ 1,8 milhão, o importante é não esquecer do usuário. (Paulo Roberto da Silva - RG: 6.777.819)
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