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TRÊS DROPS DE FÁCIL DIGESTÃO

Henrique Perazzi de Aquino
| Tempo de leitura: 2 min

1- Mauro Silva e a seleção da Argentina foram corajosos, pois insurgiram-se contra o poderio econômico, que impôs a realização da Copa América na Colômbia. Discordo dos que criticam o jogador, chamando-o de medroso e de somente ter pensado em si mesmo. Pelo contrário, o que demonstrou foi coragem, ao fazer algo que os jogadores mais têm medo, ou seja, tomar partido, emitir sua própria opinião e assumir publicamente o que pensa. Acontecendo algo violento que denigra o torneio, os únicos a serem cobrados são os seus realizadores e os que estão por trás do evento, dentre eles a Rede Globo, que desde o início mostrou-se claramente insatisfeita com o adiamento, forçando com todas as armas disponíveis que tem às mãos (seriam piores ou melhores que as usadas por lá?), a realização nesse momento, para não perder o que já estava acertado com seus patrocinadores.

2- Numa semana em que a Argentina continua às voltas com seus infindáveis problemas econômicos e ameaça dar um calote no FMI, causando um certo pânico entre os economistas e os governantes brasileiros, quero deixar algumas perguntinhas no ar. Por que não esse calote? Tanto argentinos, como nós brasileiros, já pagamos muito mais do que devíamos para a nefasta instituição de agiotagem internacional. Se o calote de lá traria resultados ruins para o lado de cá, não seria melhor ambos fazerem a mesma coisa, em conjunto, dando uma banana para os juros extorsivos e fortalecendo o Mercosul? Até quando continuaremos comendo cegamente na mão de nossos algozes? Um fraco sozinho não vale nada, dois fracos unidos começam a incomodar e podem, no surgimento de um efeito cascata, tornarem-se também poderosos.

3- Então, quer dizer que a união do prefeito Nilson com o seu vice Dudu não visava outra coisa senão, única e exclusivamente a vitória eleitoral? Não existia nada de união para resolver os problemas da cidade. Dessa forma, não poderia resultar em outra coisa. Enquanto persistir esse tipo de acordo na política, com loteamento de cargos sem critérios técnicos, com voto sendo massa de manobra e farta distribuição de cargos para se atingir uma maioria dentro da Câmara, quem fenece é a cidade. Para quem produz um acordo desse tipo, só existe uma saída: impeachment neles. Tudo se parece muito com aquela estória do sujeito que decide casar com a viúva rica, só por causa de seu dote. Vergonhoso para esses dois senhores. (Henrique Perazzi de Aquino - RG: 9.710.205)

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