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Receita Federal apreende R$ 220 mil em mercadorias do Paraguai

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia da Receita Federal de Bauru apreendeu cerca de R$ 220 mil em mercadorias do Paraguai que estavam sendo transportadas em quatro ônibus de turismo - em um dos ônibus a Polícia Federal apreendeu 62 quilos de maconha, conforme o JC informou na edição de ontem.

Entre as mercadorias apreendidas estão equipamentos de informática, eletroeletrônicos, brinquedos, cigarros e muitas lâmpadas fluorescentes compactas, de acordo com Celso Pegoraro, delegado da Receita Federal.

A apreensão, que faz parte da operação anticontrabando da Receita Federal, ocorreu na madrugada de domingo nas rodovia SP-333, perto de Marília, e na rodovia SP-425, também na região.

Os passageiros dos quatro ônibus - num total de 54 pessoas - foram encaminhados à Polícia Federal. Os passageiros que transportavam cigarro foram autuados por contrabando e os que transportavam outros produtos foram autuados por descaminho, devendo responder a inquérito em liberdade.

Segundo Pegoraro, as fiscalizações da Receita Federal são rotineiras e vão continuar sendo realizadas em pontos estratégicos e variáveis, para tentar coibir a entrada no País de mercadorias do Paraguai que não passaram pela alfândega e, conseqüentemente, não tiveram impostos recolhidos.

Ele ressaltou que a grande quantidade de lâmpadas fluorescentes compactas apreendidas nesta blitz mostra o quanto há de oportunistas tentando driblar o fisco.

Pegoraro lembrou que, se não fossem apreendidas, certamente as lâmpadas seriam vendidas a um preço inferior ao praticado pelas empresas que importam o produto legalmente, pagando os impostos. A comercialização de produtos que entram no País sem o devido recolhimento de tributo de importação configura concorrência desleal a aqueles que cumprem a legislação.

Os ônibus barrados pela Polícia Federal e Receita Federal tinham os seguintes destinos: Sertãozinho, São José do Rio Preto, Catanduva e Vitória (ES).

Todo o material apreendido foi recolhido ao depósito da Receita Federal e no final do processo administrativo aberto pelo órgão poderá ser vendido em leilão público, incorporado ao patrimônio público ou doado à entidade.

Cinqüenta e seis funcionários da Receita trabalharam na operação de domingo.

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