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Base diz que Monti deve deixar PMDB

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Deputado consultou, através de pesquisa, militância que o apóia; 55% dos entrevistados desejam sua saída do PMDB.

O deputado federal Milton Monti (PMDB) divulgou, ontem, o resultado da pesquisa realizada no início deste mês com sua militância. Em reunião realizada na chácara de sua propriedade, em São Manuel, Monti perguntou a cerca de 700 correligionários, através de pesquisa, se ele deveria trocar o PMDB por outro partido.

Cinqüenta e cinco por cento dos entrevistados disseram que o deputado deve sair do PMDB. Outros 43% opinaram pela sua permanência na legenda.

Mas o resultado que mais empolgou Monti foi a resposta a principal pergunta do questionário: Uma vez decidida a troca de partido, você está disposto a continuar trabalhando para o deputado?

Oitenta e cinco por cento dos consultados afirmaram que sim. Particularmente, essa resposta da militância foi muito importante para mim, afirmou. Na sua avaliação, houve empate técnico na questão que trata de sua saída ou permanência no PMDB. Vamos continuar conversando.

O peemedebista - eleito com 100 mil votos - diz que a decisão final deverá ser anunciada só no final do próximo mês. A data limite para filiação ou troca de partidos para quem pretende disputar as eleições do ano que vem, de acordo com a atual legislação eleitoral, é o dia 5 de outubro.

O deputado enfatizou, mais uma vez, que está discutindo a situação com sua base e com o comando do partido por questões eleitorais. Ele acredita que na atual situação o PMDB não deverá eleger mais do que três deputados federais. Na última eleição, a legenda, em nível de Estado, elegeu cinco parlamentares à Câmara Federal, dois dos quais eleitos prefeitos em outubro passado.

Estou percebendo que não há movimentação para trazer políticos de peso para o PMDB. E aqueles que tiveram boa votação, não deverão concorrer. Não pretendo receber 100 mil votos e não ser reeleito, receia.

Monti garantiu que não há inimizades na legenda pelo fato de ter perdido a presidência do diretório estadual para o ex-governador Orestes Quércia. O próprio Quércia esteve em Brasíllia e me visitou e pediu para que eu não deixasse o PMDB. Deixei claro ao Quércia que nada tenho contra ele. A eleição do diretório passou. Minha preocupação, agora, é com a eleição de 2002.

Governo do Estado

Monti é ligado ao grupo do deputado federal Michel Temer (PMDB), que pretendia dispurtar o Governo do Estado em 2002, mas a decisão foi adiada após a perda do diretório estadual. O peemedebista acredita que se Temer trocar de partido e conseguir aglutinar outras legendas, poderá ser um forte candidato a governador.

Se o Michel Temer viabilizar alianças e conseguir um tempo mínimo de três a quatro minutos na televisão, ele poderá ser um forte candidato. Credibilidade para isso ele tem. Embora o deputado ressalte que Temer tem despontado com baixo índice nas pesquisas eleitorais, essa situação, na sua opinião, poderá ser revertida na campanha. Ele nunca disputou cargo majoritário. Esse fator é favorável a ele.

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