A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru apreendeu 37 projéteis, um revólver e uma pistola 380 equipada com mira a laser, o que a tornou uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas, ontem pela manhã num estúdio no Centro da cidade. No local, a equipe da Dise também apreendeu uma pedra de crack.
Segundo o delegado-titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos, chegaram à delegacia informações de que em um prédio da quadra 4 da tua Rio Branco, onde funciona um estúdio fotográfico e um escritório de investigação particular, ocorria tráfico de entorpecentes. Os policiais iniciaram as investigações e ontem, com autorização judicial para busca, entraram no prédio.
No local, os policiais encontraram uma pedra de crack e um revólver calibre 22 municiado. De acordo com José Henrique, P.A.F., 27 anos, que trabalha no local, assumiu a propriedade da droga, dizendo que era para consumo próprio, e do revólver. Ele disse aos policiais que obteve a arma através de um traficante que atuaria no Centro da cidade.
O rapaz foi autuado por porte de entorpecente e porte ilegal de arma. Os policiais da Dise vão continuar as investigações na tentativa de identificar e localizar o traficante que teria deixado a arma com P.A.F. A polícia já tem o nome do suspeito. Também no prédio, os policiais acharam uma pistola calibre 380 municiada, equipada com mira a laser.
O proprietário do estúdio, W.C.C., 38 anos, que tem o registro da arma, foi indiciado para explicar a alteração da característica da pistola ao ser equipada com mira a laser, o que a tornou uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas. Conforme explicou o delegado José Henrique, alterar a característica de uma arma para aumentar o seu poder, mesmo que ela esteja legalizada, é crime.
O delegado alerta as pessoas que têm armas legalizadas que adicionar mira a laser ou qualquer outro dispositivo de uso restrito das Forças Armadas para aumentar ou melhorar o poder de fogo é infração penal. O responsável pela arma, se condenado, poderá pegar de quatro a oito anos de prisão. Ainda no prédio, os policiais apreenderam um rádio HT que poderia, de acordo com José Henrique, captar a comunicação da polícia.