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Patrimônio do Country é leiloado

Redação
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O objetivo da penhora é ressarcir empregados que entraram com ação trabalhista. Sócios também pedem indenização.

Parte da área do Bauru Country Club está sendo leiloada para quitar dívidas trabalhistas com ex-funcionários do clube. Várias glebas de terra já foram a leilão, mas apenas uma foi arrematada. Nos demais leilões faltaram interessados. O próximo leilão está marcado para o dia 21 de agosto. Como se sabe, todas as instalações do Country Club foram depredadas e, além de funcionários, sócios do clube também entraram na Justiça pedindo indenização pelo valor pago pelo título.

Para o próximo dia 21 de agosto, às 13h50, está previsto o leilão de outra parcela do terreno do clube. José Carlos Pereira é o ex-funcionário que está solicitando o ressarcimento, cujo processo teve início em fevereiro de 1999. A gleba a ser leiloada mede 7.965 metros quadrados e Pereira deve receber cerca de R$ 4.700,00.

Havendo o arremate, ainda caberá embargo por parte do clube, antes que o valor seja ressarcido ao ex-funcionário. Dos cerca de 15 processos trabalhistas referentes ao clube que estão em andamento nas quatro Varas da Justiça do Trabalho de Bauru, apenas um culminou com arremate da área leiloada.

A área arrematada é referente a um processo em andamento na 3.ª Vara do Trabalho de Bauru. O terreno vendido em leilão mede cerca de 400 metros quadrados e foi avaliado em R$ 1.600,00. O ex-funcionário deverá ser ressarcido assim que o terreno for registrado no nome do novo proprietário, já que não houve embargo.

Mas várias ações trabalhistas, impetradas individualmente pelos ex-funcionários do clube, estão em andamento pelas quatro Varas do Trabalho de Bauru. Esses ex-funcionários terão que aguardar os próximos leilões de terrenos porque o clube não tem outros bens para serem penhorados.

O nome que consta como responsável pelo Bauru Country Club na maior parte dos processos é o de Gentil Zumiani, que estaria exercendo o cargo de presidente da entidade de março de 1999 a 31 de julho deste ano. Algumas ações estão no nome do vice-presidente, Carlos Roberto Rodrigues e, outras, do Grupo Jacomossi.

Zumiani foi localizado pelo Jornal da Cidade e declarou-se alheio às decisões judiciais sobre o clube. Às vezes recebo algumas intimações mas, como não tenho mais nada a ver com o clube, nem tomo conhecimento delas. Sei que houve leilão, mas não sei se houve arremate. Eu não sou mais nada do Country, mas o juiz põe meu nome porque está mais fácil. Meu mandato já venceu. Não tem mais presidente, não tem mais diretoria, não tem mais nada, disse.

História

Há cerca de dois anos e meio, o Country Clube enfrentava crise financeira e sofreu atos de vandalismo, quando firmou uma parceria com o Grupo Jacomossi. Após a parceria, foi realizada uma campanha para obter novos sócios. Na época, o clube contava com cerca de 600 associados com títulos remidos, mas a maioria não estava pagando a mensalidade.

Após a parceria com o Grupo Jacomossi, títulos foram vendidos, mas o Country continuou sendo depredado e saqueado. Sem condições de utilizar o clube, vários sócios, principalmente os que haviam acabado de pagar pelo título, recorreram à Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) no primeiro semestre do ano passado. As reclamações foram levadas ao Juizado de Pequenas Causas, onde foram impetradas cerca de 45 ações individuais solicitando ressarcimento pelo valor pago pelo título.

Da mesma forma, ex-funcionários do Bauru Country Club, que não receberam os valores previstos pelas leis trabalhistas, entraram com processos individuais no Ministério do Trabalho com o objetivo de obter ressarcimento. Desde então, início de 1999, os processos estão em andamento.

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