Geral

Pescaria noturna durante o dia

(*)Israel, Izaias e Zezinho
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Cansado de tantas pescarias, nas redondezas de Bauru, há quase 40 anos, sem pegar nada, pois acabou esse tipo de esporte em nossa região. Na última vez que fui pescar durante o dia, foi só sofrimento. À noite ainda dava alguma coisa, como bagre, traíra, peixe-espada e até algumas tabaranas.

Foi aí que resolvi inventar. Comprei um rolo de plástico preto grosso, chamei meus companheiros, principalmente meu irmão Izaias, com quem divido bem minhas idéias, e lá fomos à procura de um rio adequado para o invento.

Encontramos o dito cujo. Bela manhã, grama dos dois lados (margens), estávamos em três companheiros Israel, Izaias e Zezinho, experiência não faltava de pescaria em córregos.

Desenrolamos o plástico, cobrimos uns 200 metros do riozinho e, com umas varas de bambu, calçamos bem para que o vento não tirasse o plástico do lugar. Fizemos uns buraquinhos para descida do anzol. Porque com o rio bem escuro, parecendo noite, era só fisgar os danados bagres, traíras e chorões, uns 12 de cada. Cada baita peixe. Foi uma boa idéia. Mas cometemos um único erro, os buracos eram muito pequenos e os peixes não passavam de tão grandes, naquela altura da pescaria, era difícil demais aumentar o buraco.

(*) Israel, Izaias e Zezinho há 40 anos pescando nos rios Batalha, Água Parada, Água da Faca, Barreirinho, Turvo, Água do Paiol, etc.

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