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BNDES inclui capital de giro no crédito a pequena empresa

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta semana, uma mudança em suas políticas operacionais que favorece o segmento das micro, pequenas e médias empresas. A partir de agora, essas empresas poderão receber uma parcela de crédito para capital de giro nos financiamentos destinados à compra de máquinas e equipamentos nacionais no âmbito da linha Finame. As alterações estão em consonância com as diretrizes do Plano Estratégico do BNDES para o período 2000/2005, que estabelece como uma das dimensões prioritárias da atuação do banco o apoio a esse segmento. As informações foram passadas pela diretoria regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp/Bauru), que firmou parceria com o banco neste mês.

Com a medida, a parcela financiável de capital de giro associado à compra isolada de máquinas e equipamentos será de até 50% do valor dos equipamentos para o segmento das microempresas e de até 30% para o das pequenas e médias. Ou seja, a microempresa que obtiver um crédito de R$ 1 milhão para a compra de maquinário, poderá dispor de R$ 500 mil adicionais para capital de giro. A medida, segundo o BNDES, contribuirá para dar maior liquidez às micro, pequenas e médias empresas em suas operações. Os níveis de participação serão os mesmos da linha Finame: até 90%. O custo será basicamente o da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que atualmente é de 9,5% ao ano, acrescida de um spread do BNDES e de outro do agente financeiro. O custo anual ficará em torno de 20%, enquanto que no mercado, o custo para capital de giro fica na faixa de 40%.

O financiamento ao capital de giro associado não se aplicará nos casos de aquisição de máquinas e tratores agrícolas, leasing, transporte rodoviário de carga e de passageiros e operações de financiamento ao fabricante de máquinas e equipamentos. Nos créditos destinados ao setor de serviços, o capital de giro associado restringe-se às microempresas.

Antes dessa mudança, o BNDES concedia financiamentos para capital de giro apenas em operações que incluíssem investimentos fixos, através das linhas BNDES Automático (financiamentos até R$ 7 milhões) e Finem (acima de R$ 7 milhões). É importante ressaltar que o capital de giro puro (não vinculado a um projeto de investimento) não é objeto de financiamentos do BNDES e que as novas medidas em nada alteram esta diretriz das políticas de crédito do banco.

No primeiro semestre deste ano, o BNDES desembolsou, dentro de um montante total de R$ 10,52 bilhões liberados, R$ 2,44 bilhões em créditos para o segmento de micro, pequenas e médias empresas, registrando um crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros seis meses do ano foram realizadas 79.698 operações de financiamento com este segmento, o que representou um aumento de 54% em relação ao primeiro semestre de 2000. Durante todo o ano passado foram concluídas 98.116 operações de desembolso.

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