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Reitoria no Interior pode ter plebiscito

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Diretor da Faculdade de Engenharia da Unesp-Bauru, Edwin Avólio, disse que Reitoria quer fazer plebiscito nos campi.

A Reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp) pode realizar plebiscito em todos os campi para definir se a sede administrativa deve ou não ser transferida para o Interior do Estado. A informação é do diretor da Faculdade de Engenharia de Bauru, Edwin Avólio. Ele disse que o assunto será discutido no Conselho Universitário, no início do próximo mês, quando a instalação da Reitoria volta para a pauta.

O plebiscito seria realizado em todos os campi da Unesp, buscando a opinião de alunos, professores e funcionários sobre o projeto de instalação da sede da Reitoria no Interior do Estado. Disputam a instalação da Reitoria, as cidades de Bauru, Rio Claro, Araraquara e Botucatu. A maior expectativa para a Prefeitura Municipal de Bauru é de que o processo seja conduzido e finalizado somente por critérios técnicos, sem a interferência política na escolha da cidade que poderá receber a sede da Reitoria se isso for aprovado pelo Conselho Universitário.

Sobre os trabalhos do Conselho Universitário neste processo, os primeiros relatórios, elaborados por comissão nomeada pela reitoria, foram considerados incompletos pelos conselheiros, que solicitaram a criação de uma nova equipe para coordenar as discussões sobre o processo de interiorização, no início deste ano. O relatório que fornece subsídios para a escolha da cidade-sede da reitoria da Unesp foi apresentado pela comissão em reunião do Conselho Universitário, realizada no último dia 7 de junho. Na ocasião, também foram exibidos vídeos sobre as quatro cidades candidatas a sediar a reitoria da Unesp: Bauru, Araraquara, Botucatu e Rio Claro.

O documento conta com dados gerais sobre as cidades candidatas, distâncias estratégicas, rede hoteleira, restaurantes e agências de turismo de cada uma, sistema de transportes, serviço de comunicação, informações sobre o sistema de ensino, saúde e bem-estar social dos quatro municípios, além de dados sobre os gastos com o prédio atual da reitoria da Unesp, situado em São Paulo, e sobre os custos das reuniões com os órgãos colegiados.

No entanto, as informações que subsidiariam a escolha da cidade-sede foram consideradas insuficientes pelo Conselho Universitário. O relatório apontou, por exemplo, que a Unesp economizaria cerca de 30% dos gastos atuais com as reuniões dos órgãos colegiados, se a reitoria fosse transferida para o Interior, reservadas pequenas variações de cidade para cidade. A universidade gasta, anualmente, de acordo com o documento, R$ 443.305,00 entre diárias de hotéis e transporte para realizar as mais de 60 reuniões dos órgãos colegiados, em São Paulo. Esse valor passaria para R$ 305.810,00, se realizadas em Bauru. Esses valores, contudo, têm pouco peso na decisão face ao tamanho do orçamento anual da Unesp, de mais de R$ 500 milhões.

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