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Justiça bloqueia telefones usados por estelionatários

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Investigação Geral/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) de Bauru já entregou à Telefonica a ordem judicial para que as nove linhas telefônicas utilizadas pelos estelionatários que já fizeram mais de 40 vítimas de várias cidade, vendendo carros, que não foram entregues, sejam bloqueadas.

A ordem judicial foi expedida na tarde de quinta-feira e no mesmo dia entregue à Telefonica, segundo o titular da DIG/Garra, delegado J.J. Cardia. Segundo ele, até ontem, por volta das 10 horas, as linhas ainda estavam em funcionamento.

Mesmo com o bloqueio, as investigações continuam. É uma quadrilha muito bem organizada. Bloqueamos as linhas para que eles não consigam fazer mais vítimas. Eles alugaram ou compraram nove linhas telefônicas em Bauru, porém as ligações são transferidas para um celular que não está na cidade; está em lugar incerto, disse.

Os golpistas, segundo Cardia, anunciam a venda de veículos de luxo a preços acessíveis através de classificado de jornal. Eles pedem que o comprador deposite um determinado valor, como sinal da compra, em uma conta-poupança. Os golpistas retiram o dinheiro depositado com cartão magnético e não entregam o veículo.

Depois de ter efetuado o depósito, o comprador não mais consegue falar com os golpistas, perdendo o valor depositado. Já solicitamos a quebra de sigilo bancário e telefônico para localizar os estelionatários, disse. De acordo com o delegado, a venda tem sido feita no Brasil todo.

São pelo menos 40 vítimas. Os golpistas fornecem até o nome da concessionário de Bauru para que a pessoa venha buscar o carro, após o depósito. A vítima só descobre que foi lesada quando já perdeu o dinheiro, explicou. Os depósitos na conta poupança são feitos para agências de Salvador (BA), segundo o delegado.

Uma das contas é do banco Itaú de Salvador. Aqui em Bauru, os golpistas fornecem o endereço da rua Rodrigues de Abreu, via que não existe, como da empresa, disse.

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