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Centrinho recebe prêmio da OMS

Redação
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O prêmio foi entregue durante congresso na Suécia, no mês passado. Centrinho foi destaque científico do evento

Mais de 20 pesquisadores do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, da Universidade de São Paulo, o Centrinho, participaram do 9.º Congresso Internacional sobre Fissuras Palatais e Anomalias Craniofaciais, realizado na Suécia, em fins de junho de 2001. A equipe foi convidada pelos organizadores do evento, tendo um espaço amplo para conferências, apresentação de trabalhos e pôsteres relativos ao processo de reabilitação dos pacientes atendidos no Centrinho.

O destaque científico dado ao hospital deve-se ao reconhecimento internacional da pesquisa produzida. Prova disso foi o que ocorreu em novembro de 2000, em Genebra (Suíça), quando o Hospital foi considerado, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), protótipo para pesquisas colaborativas internacionais na área de anomalias craniofaciais. Porém, não só cientificamente o Centrinho foi distinguido na comunidade internacional.

O caráter humano e a filosofia de uma ciência que nasce do serviço oferecido ao paciente, praticados pela Instituição, fizeram o mundo aplaudir, de pé, o trabalho desenvolvido. Isso aconteceu no penúltimo dia do Congresso, após uma tarde de apresentações sobre o Centrinho, em uma homenagem ao superintendente do Hospital, José Alberto de Souza Freitas, o tio Gastão.

OMS

Por ser considerado único no mundo em seu sentido humanitário e seu atendimento integral aos pacientes, o Centrinho foi premiado pela Organização Mundial da Saúde durante o 9.º Congresso Internacional sobre Fissuras Palatais e Anomalias Craniofaciais. O prêmio foi dedicado à pessoa do superintendente do hospital, tio Gastão. Foram entregues ao superintendente um diploma de Honra ao Mérito e a estátua do Longelíneo, um homem muito alto, simbolizando aquele que vê além do seu tempo, enxerga longe. A participação do hospital no evento garantiu ao Brasil o papel de sede para realização do 11.º Congresso Internacional sobre fissuras palatais e anomalias craniofaciais, em 2009.

Trabalhos científicos

Correção primária da deformidade nasal em fissura de lábio unilateral, pelo cirurgião-plástico Carlos Eduardo Bertier. Triopia: Um raro defeito de desenvolvimento ocular, por Danilo Moretti-Ferreira, biomédico. Hipertelorismo e defeito médio da face. Um estudo clínico de 63 pacientes, por Maria Leine Guion de Almeida, pediatra, geneticista. Fissura de lábio e palato: diagnóstico pré e pós-operatório da enfermaria: Cassiana Mendes Bertoncello Fontes, enfermeira. Atendimento da enfermagem pelo telefone, por Cleide Carolina da Silva Demoro Mondini, enfermeira. Evolução clínica de implantes osseointegrados colocados na fissura alveolar enxertado com osso ilíaco, por Maria Lúcia Rubo de Rezende. Estudo do muco nasal em pacientes com fissura de lábio e palato, por Inge Elly Kiemle Trindade, fisiologista. Uma grande experiência com pacientes com sequência de Pierre Robin. Um estudo prospectivo de 159 casos, por Ilza Lazarini Marques, pediatra. A importância da intervenção de uma dieta nutricional em crianças com sequência de Pierre Robin, por Suely Prietto Barros Almeida Peres, nutricionista. Estudo psicossocial de pacientes brasileiros com fissura de lábio e de palato, por Lílian DAquino Tavano, psicóloga. Avaliação do percentual e instrumental da função velofaríngea em pacientes com fissura da submucosa assintomática e palato, por Inge Elly Kiemle Trindade, fisiologista. Comparação entre dois protocolos cirurgicos do HRAC com o protocolo de Oslo (Noruega) aos 5 - 6 anos em portadores de fissura completa de lábio e palato. Avaliação da relação dos arcos dentários Terumi Okada Ozawa, ortodontista. Fissura craniofacial atípica: Aproximação sindromológica, por Antonio Richieri Costa, geneticista. Manuseio de tecidos moles para otimizar os resultados de fissuras de lábio depois do tratamento com implantes osseointegrados, por Antonio Guedes Alcoforado Assunção, cirurgião plástico. Crescimento craniofacial em crianças portadoras de fissura unilateral completa de labio e palato: uma comparação entre dois protocolos cirúrgicos, por Omar Gabriel da Silva Filho, ortodontista. Influência da queiloplastia na morfologia craniofacial de pacientes portadores de fissura transforame bilateral , por Omar Gabriel da Silva Filho, ortodontista. A importância da fonoaudiologia para facilitar a alimentação de crianças com sequência de Robin, por Edamil Nassar, fonoaudióloga. Intubação nasofaríngea na sequência de Robin. Um estudo prospectivo de 43 casos, por Ilza Lazarini Marques. Nasofaringoscopia na sequência de Robin. Um estudo prospectivo e longitudinal, por Telma Vidotto de Sousa, cirurgiã plástica. Centrinho: Um protótipo para colaboração científica internacional, por Inge Elly Kiemle Trindade, fisiologista. Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais: Um modelo brasileiro para tratamento de fissuras orofaciais, por Inge Elly Kiemle Trindade, Antonio Richieri-Costa e Terumi Okada Osawa.

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