Geraldo Alckmin afirmou que o reajuste aplicado aos salários da categoria afasta qualquer risco de paralisação
O governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), não acredita que os policiais paulistas vão deflagrar um movimento grevista, para reivindicar melhores salários. Alckmin passou por Bauru, ontem, a caminho de Jaú, onde inaugurou a nova ponte sobre o rio Tietê, na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros.
Acompanhado do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), ele entregou à Polícia Civil de Bauru uma Delegacia Móvel e ao Corpo de Bombeiros uma Unidade de Resgate. O governador repassou ao prefeito Nilson Costa (PPS) um lote de medicamentos fabricados pela Fundação de Remédio Popular (Furp), que será destinado ao atendimento da população mais carente. A cerimônia foi realizada nas dependências do aeroporto.
Alckmin acredita que os policiais civis e militares não vão fazer greve por três razões. O Governo do Estado aplicou um reajuste nos salários da categoria. É importante colocar isso porque se não dá impressão que a reivindicação não foi atendida.
O governador explicou que os altos oficiais da PM e da Polícia Civil receberam 6% de reajuste nos salários. Para os oficiais intermediários, o percentual de reposição foi de 8%. Para os praças, demos 10% de aumento. Qual era o pedido das entidades? Era dar um reajuste, principalmente para aqueles que ganham menos e estendê-lo aos inativos e pensionistas.
Ele destacou que, a partir do dia 1 de agosto, nenhum policial ganhará um salário inferior a R$ 1 mil por mês. Isso para as cidades de zero a 50 mil habitantes. R$ 1.050,00 para as cidades de 50 mil a 200 mil, R$ 1.100,00 nas cidades de 200 mil a 500 mil habitantes, e R$ 1.150,00 nos municípios acima de 500 mil habitantes. Isso é um piso inicial.
Alckmin lembrou que esse reajuste representa para o soldado de segunda classe um aumento salarial de 35%. E para os delegados, médicos legistas, peritos e oficiais da PM, o piso começa com R$ 2,5 mil, o que também representa um reajuste acima de 34%.
A segunda razão elencada por ele é a tradição que o Estado tem no respeito à lei. Greve, na área da polícia, é proibida por lei. Terceira e última razão: São Paulo tem uma boa polícia. É séria, responsável, que trabalha e se dedica. Portanto, ela tem uma visão diferente de outros Estados do Brasil. Não dá para comparar São Paulo com outros Estados.
O governador ressaltou, no entanto, que as conversações entre o Estado e os representantes da categoria continuam. O governo está aberto. Nós temos o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, que diz que não se pode gastar com pessoal mais do que 50,7% da receita corrente líquida. E nós chegamos nesse limite. E no ano que vem o limite será de 49%.
Alckmin explicou que não estão descartadas novas contratações para o setor. Nós temos vários tipos de salários indiretos. Ele informou que o Estado tem 750 mil servidores. Ninguém deixou de ter a gratificação de R$ 80,00. No ano passado, a gratificação foi de R$ 60,00 e só para o pessoal da ativa. Esse ano demos uma gratificação de R$ 80,00 para todos os inativos. Aumentamos o piso do funcionalismo do Estado, que era de R$ 300,00 e agora é de R$ 400,00.