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Polícia averigua estupro a menina de 4 anos encontrada ensangüentada

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Uma menina de quatro anos, E.F.S., foi encontrada com hemorragia no órgão genital, no início da tarde de ontem, com suspeitas de ter sido vítima de um estupro. Ela estava em sua casa, que fica na avenida Pedro de Toledo, no Centro, e apontou um vizinho como responsável pelo suposto estupro. A polícia solicitou exames para comprovar ou não se houve estupro ou outro tipo de lesão. O acusado permanecia no Plantão Policial, da Delegacia Seccional, até o fechamento desta edição, aguardando o laudo médico que daria subsídios aos procedimentos policiais.

A mãe de E.F.S., Cristiane da Silva, contou que havia saído para uma consulta ao dentista, no início da tarde de ontem, e havia deixado suas duas filhas sob cuidado de sua irmã. Quando chegou em casa, encontrou E.F.S. sangrando, deitada em um colchão manchado pelo sangue, e gritando de dor. Eu perguntei para ela o que tinha acontecido e ela disse que tinha sido o pauzinho. Ela falou que estava brincando no trilho do trem e abaixou para fazer xixi, quando se machucou com um pauzinho de madeira, disse a mãe, aos prantos.

No entanto, E.F.S., posteriormente, apresentou outra versão para o fato, segundo Cristiane. Depois, ela disse que foi um homem que abaixou a calça dela e da minha outra menina e fez isso. Ela disse que ele estava de short, afirmou. A outra filha de Cristiane, M.F.S., de 5 anos, não teria reclamado de nada e sua mãe não teria notado nenhuma alteração em seu comportamento, vindo a suspeitar de algum problema também com a filha mais velha apenas a partir do depoimento de E.F.S.. Eu quero justiça! Quem fez isso com a minha filha vai pagar por isso e tem que ir para a cadeia, enfatizou a mãe das meninas.

Cristiane conduziu E.F.S. ao Pronto-Socorro Municipal Central, com o objetivo de averiguar qual teria sido a causa do sangramento. A médica disse que poderia ter sido estupro e pediu para eu levá-la à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), contou.

A Polícia Militar (PM) localizou o acusado do suposto estupro e conduziu-o à DDM, onde a apuração dos fatos teve início. Ele negou a versão do estupro. Ele negou tudo. Disse que tinha ido trabalhar e, quando voltou, foi abordado pelos policiais, ficando até mesmo suspreso, disse o delegado Dinair Silva, que responde interinamente pela DDM.

Foi solicitado um exame ao Instituto Médico Legal (IML), com o objetivo de avaliar se houve o estupro ou apenas uma lesão. Em virtude da hemorragia que a vítima apresentava, ela foi conduzida à Maternidade Santa Isabel para realização de exame ginecológico e, em seguida, ao Hospital de Base, havendo possibilidade de realização de uma cirurgia em virtude da lesão.

E.F.S. permaneceu aos cuidados de uma médica pediatra no Hospital de Base durante a noite de ontem e, até o encerramento desta edição, o laudo médico ainda não havia sido concluído.

De acordo com o delegado Dinair da Silva, o laudo médico é o subsídio necessário para a comprovação ou não do estupro. O acusado pelo suposto crime estava sendo mantido no Plantão Policial durante a noite de ontem, aguardando a conclusão do laudo médico.

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