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Thame defende conservação da hidrovia

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

A hidrovia Tietê-Paraná corre o risco de ficar inviabilizada por cinco anos se o reservatório de Ilha Solteira for rebaixado

Em rápida visita a Bauru, onde veio dar posse à nova diretoria da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), o secretário de Estado de Recursos Hídricos, Antônio Carlos Mendes Thame, garantiu que o esforço na defesa da hidrovia Tietê-Paraná por parte da Secretaria é total. A hidrovia, que começou a ser construída em 1950 e onde foram investidos dois bilhões de dólares pelo Governo, corre o risco de ficar inviabilizada por cinco anos se for aceita uma proposta do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), para o rebaixamento do reservatório de Ilha Solteira

O objetivo do rebaixamento seria usar o chamado volume morto de água da usina de Ilha Solteira que só existe para garantir a navegação. Com a desativação da hidrovia, o fluxo então seria utilizado para aumentar o volume de água que passa pelas turbinas das usinas de Ilha Solteira, Porto Primavera e Itaipu, gerando, conseqüentemente mais energia elétrica.

Segundo Thame, a crise de energia não pode influenciar o desenvolvimento da hidrovia. Nós temos resistido à pressão da Anel (Agência Nacional de Energia Elétrica), no sentido que essa água que é usada na eclusagem seja desviada para a produção de energia, porque consideramos absolutamente vital fortalecer a hidrovia, disse o Secretário. Na opinião de Thame, a Tietê-Paraná é um meio de transporte correto, ambientalmente conveniente, atualizado e que pode contribuir decisivamente para diminuir a emissão de monóxido de carbono pelos caminhões que trafegam pelas rodovias, e por isso é fundamental para o Estado.

O futuro da hidrovia, que depende das avaliações da Agência Nacional de Águas (ANA), não foi decidido e ainda não há um prazo para saber se a proposta da ONS será aceita. De acordo com estudos preliminares solicitados pela ANA, seriam de, aproximadamente, os custos da paralisação das indústrias, do comércio e de outras atividades se a hidrovia fosse desativada.

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