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Cancro cítrico tem forte presença na região

Redação
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A varredura de cancro cítrico realizada pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) de maio a julho, encontrou 60 talhões com cancro cítrico em pomares comerciais. É o terceiro ano consecutivo que o trabalho é feito e mostra que, embora haja uma queda da doença, ela ainda está presente em alguns pomares e, em algumas regiões, com bastante intensidade.

O trabalho foi baseado em um levantamento amostral, realizado todos os anos nos meses de março e abril. De acordo com este levantamento, 0,08% dos talhões (quarteirões de plantas) do parque citrícola apresentavam focos da doença (em 1999 eram 0,70% e, em 2000, 0,27%). Cerca de 200 pessoas inspecionaram propriedades de 30 municípios e, além dos 60 focos em pomares comerciais, encontraram 69 focos em quintais domésticos.

A situação é mais preocupante na região Noroeste, formada predominantemente por pequenos municípios, voltados para o mercado interno. Foram encontrados 11 focos no município de Aparecida DOeste, cinco em Nova Canaã, três em Suzanápolis, dois em Palmeira DOeste e um em Sud Minucci.

Em seguida vem a região Central do Estado, principalmente os municípios vizinhos de Ibitinga, com 13 focos, Borborema e Tabatinga que apresentaram nove talhões contaminados cada um, além de Novo Horizonte que teve um caso da doença.

Os nove municípios destas duas regiões são responsáveis por 90% dos focos encontrados. Os outros talhões contaminados foram encontrados nos municípios de Adolfo, Bariri, Mendonça, Pongaí e Uru.

O que é cancro cítrico

Cancro cítrico é uma doença causada por uma bactéria chamada Xanthomonas axonopodis p.v. citri, e que se manifesta por meio de lesões parecidas em folhas, frutos e ramos.

Nos frutos, os sintomas iniciais são manchas amarelas pequenas, salientes, ásperas que crescem aos poucos e adquirem coloração marrom no centro. Nas folhas, desde o início, os sintomas aparecem dos dois lados. As lesões são salientes e, ao seu redor, normalmente surge um anel amarelado. Nos ramos, os sintomas são crostas pardas e salientes.

A bactéria se dissemina facilmente pelo vento, chuva, mas, principalmente, por mudas contaminadas, materiais de colheita (caixas, sacolas e escadas) e veículos.

Não existe controle químico para o cancro cítrico. A única forma de exterminar a bactéria é arrancando as plantas contaminadas e as circunvizinhas. De acordo com a legislação em vigor, se um talhão apresentar mais de 0,5% das suas plantas contaminadas, é todo erradicado. Se a incidência da doença for menor ou igual a 0,5% de plantas, são erradicadas as árvores contaminadas e as circunvizinhas num raio de 30 metros.

A melhor forma de combate á doença é a utilização de medidas preventivas. As mais eficazes são a aquisição de mudas sadias, pulverização com bactericida de caixas, sacolas, escadas, equipamentos e veículos, além da utilização de bins para evitar a entrada de caminhões no pomar, quebra-ventos e cerca-viva.

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