Geral

Mente tem poder de cura e pode controlar o ser

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 4 min

A mente é o principal órgão do corpo humano. Através dela somos capazes de controlar todas as funções. É claro que para desenvolver tal poder, é necessário muito treinamento e força de vontade, mas quem é capaz de controlar a mente e passar horas meditanto, pode evitar todos os tipos de coisas ruins e atrair somente bons fluidos. Pessoas que sorriem sempre têm capacidade de criar uma barreira contra doenças.Pessoas mal-humoradas desencadeiam com maior facilidade essas enfermidades.

O cérebro toma as dores do corpo

É possível controlar todas as funções do organismo através do poder da mente. Para se conseguir realizar esse controle é preciso muito treino. De acordo com a professora do curso: Como controlar a mente, Hylda Arroya Campos, 34 anos, só mesmo depois de muito tempo de treinamento é possível usar a mentalização para mudar as sensações do organismo.

Ela explicou que é possível tirar dores e evitar doenças com o controle da mente, mas para chegar a realizar esses atos é preciso fazer cursos e se especializar no controle da mente. Hylda iniciou seus estudos da mente há 15 anos e há sete anos ela oferece o curso para pessoas interessadas. Nós pretendemos ensinar as técnicas de controle da mente para que a pessoa possa utilizá-la para curar dores e doenças, afirmou.

Machucados

Uma das chateações de se machucar é que como se não bastasse a dor, ela raramente vem sozinha. Lesões ao corpo geralmente inflamam, e com a inflamação vêm febre, letargia, perda de apetite, e aquela sensação generalizada de mal-estar e dores no corpo que faz a gente não querer sair da cama. E para piorar de vez, partes do corpo perfeitamente sãs, próximas ao local da inflamação, também ficam sensíveis. Por quê? Por muito tempo se pensou que houvesse um problema local na transmissão dos sinais nervosos, como por exemplo uma sensibilização dos nervos. Mas uma pesquisa recente mostra que o problema está mais em cima: no cérebro, que toma para si as dores do corpo. Literalmente. Tudo começou com a descoberta de que a aplicação de anestésicos locais, que aliviam a dor aguda, não aliviam a dor disseminada de uma inflamação. O cérebro continua sentindo a dor, mesmo sem receber sinais nervosos do local - como se ele estivesse, solidariamente, inflamado. O que é ligeiramente intrigante, pois para o cérebro saber que há inflamação no corpo é preciso que algum sinal chegue até ele. Por onde, se não é pelos nervos?

Uma alternativa pode ser pelo sangue. Por isso, o neurocientista Thalles Samad e seus colaboradores foram investigar se alguma das substâncias liberadas no sangue durante a inflamação de fato chegava até o cérebro. É fácil provocar inflamação em animais de laboratório: uma injeção subcutânea de pequenas quantidades de formol, por exemplo, resulta rapidamente numa reação local, que por sua vez causa um aumento rápido e duradouro na produção de interleucina-1 beta no sangue. É a interleucina-1 beta que sinaliza para o resto do corpo que há uma inflamação.

Nunca antes tinha se pensado que a interleucina-1 beta chegaria ao cérebro, mas lá estava ela, dentro do líquido encefalorraquidiano, aquele que se retira na punção espinhal. No entanto, a razão para duvidar que a substância do sangue entrasse diretamente no cérebro era ótima: há uma barreira ao redor de todos os vasos sangüíneos do cérebro que impede a passagem de vários tipos de moléculas. Por isso não é qualquer medicamento - nem parasita, nem anticorpo - que consegue entrar no cérebro. Ainda bem, por sinal, porque se chegar ao cérebro, a maravilhosa penicilina que revolucionou a medicina, causa um ataque epiléptico. Se de fato aparece interleucina no cérebro e de fora ela não entra, resta uma possibilidade: o próprio cérebro fabrica a sua interleucina-1 beta. Um segundo estudo, publicado na revista Nature em março deste ano, mostra como isso pode acontecer.

Estudiosos mostraram que as células da barreira entre o sangue e o cérebro reconhecem a interleucina-1 beta, e em resposta produzem duas enzimas que ajudam as células a fabricar um agente muito eficaz, causador não só de inflamação como também de febre e dor: a prostaglandina E2, aquela que a aspirina combate no corpo. Enquanto a interleucina 1 beta continua do lado de fora, a prostaglandina, por se dissolver na membrana das células da barreira, acaba passando para dentro. E age diretamente sobre os neurônios, aumentando sua sensibilidade de modo que estímulos antes inócuos agora se tornam dolorosos.

Dá para ver que o cérebro é um excelente importador das dores do corpo. Chato para quem está machucado. A boa notícia é que, sabendo que é dentro do cérebro que deve se combater a dor generalizada da inflamação, agora dá para ir em busca de novos medicamentos. O grupo de Samad injetou diretamente na medula dos animais drogas que bloqueiam a ação da interleucina-1 beta, e conseguiu inibir a hipersensibilidade à dor. Você certamente já ouviu dizer que a dor é psicológica. Mas aposto que não tinha pensado que a história chegaria ao ponto de o cérebro tomar as dores do corpo.

Comentários

Comentários