Geral

Armas, não!

(*) Carlos Effori
| Tempo de leitura: 2 min

A população está insegura e desiludida diante de tamanha violência que se alastra em todas as cidades. Em 1997, uma Lei sancionada pelo Presidente da República sobre a criminalização do porte ilegal de armas, gerou uma enorme expectativa. Imaginava-se que , desarmando a população, a violência no País teria uma trégua. Infelizmente, a Lei não foi um remédio eficaz. É preciso desarmar a população. Como? Ora! Restringindo a venda de armas e munições em todo o território nacional! As pessoas pensam que empunhar uma arma é coisa fácil. Por isso, adquirem com certa facilidade uma arma de fogo nas lojas do ramo. As pesquisas demonstram que usar uma arma, além de perigoso, pode ser letal, principalmente quando se tenta reagir a um assalto. Além de perder a vida, perde-se a arma ao bandido, afinal, o bandido tem experiência com a violência e sangue frio, o que coloca-o numa situação de vantagem perante o cidadão. Pesquisa realizada no Rio de Janeiro, pela ONG-Viva Rio, revela que armas de fogo utilizadas para delitos naquela cidade têm origem doméstica, ou seja, armas que cidadãos mantinham em casa para sua defesa pessoal. Esse argumento da defesa pessoal é extremamente perigoso, afinal, pessoas que possuem tendência a enfrentamentos e que num piscar de olhos tornam-se violentas por motivos fúteis, podem facilmente sacar seu revólver sem a menor necessidade, resultando em mortes como ultimamente podemos observar nos noticiários as pequenas discussões de trânsito. Sem falar em outras pequenas desavenças, com total descontrole emocional como aconteceu dias atrás entre vizinhos numa região nobre de Brasilia, onde terminou em duas pessoas feridas. Portanto, a venda de armas de fogo em todo o território brasileiro precisa ser restringida ao máximo. Por outro lado, os orgãos de segurança pública precisam de condições para exercer uma fiscalização eficiente e eficaz contra o crime organizado, que possue armas de grosso calibre e que tem suas fontes de abastecimento no Exterior, alimentada pelo contrabando e pelo narcotráfico. Enquanto não for possível eliminar a violência, desarmar a população será um grande passo. Afinal, andar armado nunca foi sinônimo de estar protegido. Mocinhos de filme de caubói só mesmo em filmes .

(*) O autor, Carlos Effori, é autor do livro: Lazer - Um Período Estratégico Na Vida de Todos - www.desfrutar.com.br

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