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INSS-Bauru não adere à greve que começa hoje

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Os trabalhadores da agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) localizada em Bauru não aderiram, pelo menos até ontem à noite, à greve dos servidores federais em Saúde e Previdência que será iniciada hoje, por tempo indeterminado. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev), 29 cidades do Interior Paulista e mais 13 agências do INSS localizadas na Capital aderiram ao movimento.

No setor de Saúde, o hospital Heliópolis e o Posto de Assistência Médica (PAM) localizado em Várzea do Campo - ambos na Capital paulista - também devem estar com as atividades interrompidas a partir de hoje. Segundo o diretor do Sinsprev, Sérgio Domingues, há possibilidade de outras agências do INSS e unidades de saúde aderirem à greve nos próximos dias.

De acordo com ele, as 29 cidades que estarão com as agências do INSS paralisadas são Araçatuba, Araras, Barretos, Bebedouro, Caraguatatuba, Catanduva, Cruzeiro, Fernandópolis, Guaratinguetá, Itanhaém, Jales (parcial), Jaú, Leme, Lorena, Mirassol (parcial), Nhandeara, Olímpia, Pindamonhangaba, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Sebastião, São José do Rio Pardo, São Vicente, Sorocaba, Taubaté e Ubatuba (parcial).

Na cidade de São Paulo devem ficar sem atividades as agências da Lapa, Luz, Água Branca, Brás, Centro-Xavier, Cidade Dutra, Ipiranga, Mooca, Pinheiros, Santana, Santo Amaro, Tucuruvi e Vila Mariana.

De acordo com Domingues, as principais reivindicações dos servidores são reajuste salarial de 75% (referente às perdas salariais acumuladas); realização de concursos públicos para suprir deficiência do número de servidores federais em Saúde e Previdência; pagamento dos ganhos conseguidos por servidores através de ações judiciais, manutenção e extensão desses ganhos a todos os trabalhadores.

Conforme vem sendo divulgado, o governo determinou que a equipe econômica faça um estudo para a concessão de reajuste ao funcionalismo público federal, mas, para ser aplicado somente em 2002. Além disso, as propostas estão muito longe das reivindicações dos trabalhadores.

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