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Uso do telefone é limitado na Câmara

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Os assessores de vereadores terão suas ligações controladas pelo próprio gabinete. Ligação particular será paga.

Depois de reduzir o consumo de energia elétrica em 66,99% em relação a média de janeiro a julho deste ano e a conta de telefone em 25,46% sobre o mesmo período, a Câmara Municipal resolveu adotar um sistema de controle e de checagem das ligações telefônicas no prédio. A partir de hoje, os assessores dos 21 vereadores somente poderão fazer ligações para telefone celular e interurbanos da linha direta instalada nos gabinetes. Assim, os assessores terão o uso dos aparelhos controlados pelos próprios vereadores. Já os servidores da Câmara também passam a ter o uso do telefone monitorado.

Ontem à tarde, o vice-presidente do Legislativo, vereador Roberto Bueno Martins (PTB), discutiu as novas instruções com os servidores e assessores. Foi informado que os servidores terão que solicitar autorização para seus chefes imediatos para a realização de ligações particulares, que passarão a ser descontadas em folha em seguida à apresentação da conta pela companhia telefônica. O procedimento vale para telefones celulares e interurbanos, já que para ligações locais a identificação de chamadas particulares torna-se difícil.

Ainda assim, a Câmara Municipal instalou um software central que vai emitir um relatório mensal sobre o uso do telefone fixo, informando a quantidade de impulsos e o tempo de utilização. A partir deste programa, cada setor terá o acompanhamento feito através do gráfico de uso mensal. A partir dos gráficos, a presidência da Câmara quer estabelecer uma meta de redução no uso do telefone entre os freqüentadores da Casa, sejam vereadores, assessores ou servidores.

Os diretores e chefes de departamento passaram a contar com uma senha individual que libera o uso do telefone para qualquer tipo de ligação. Entretanto, esses servidores, que respondem por função de confiança, terão registrados mensalmente todas as ligações, devendo também arcar com as ligações particulares. Com essas medidas, o acesso a ligações particulares, inclusive para telefones celulares locais, fica limitado no Legislativo local, sendo que para os servidores sem cargo de chefia o uso é condicionado à autorização.

Energia elétrica

Em relação ao consumo de energia elétrica, já no primeiro mês em que foram adotadas medidas de racionamento, o Legislativo conseguiu reduzir o valor da conta da CPFL em R$ 1 mil. O valor corresponde a mais da metade do total gasto com energia elétrica no mês de junho passado. A redução de consumo alcançou 66,99% no primeiro mês de redução do expediente, que passou a ser das 12 às 18 horas, uma redução de quatro horas diárias.

O Legislativo ainda reduziu a iluminação interna e apagou todos os holofotes externos do prédio, que funcionavam à noite. Além disso, a presidência alterou o horário de início das sessões legislativas, passando das 17 horas para as 14 horas. Com isso, boa parte dos trabalhos dos vereadores passou a ocorrer sem a necessidade de que todas as luminárias fossem acesas. Os servidores não convocados para trabalhar nas sessões passaram a ser dispensados às segundas-feiras às 14 horas.

Essas medidas geraram uma conta de consumo de energia elétrica, em julho passado, de R$ 685,09, contra um valor de R$ 1.545,06 em junho. A Câmara também trocou os chamados tachões de iluminação para TV por lâmpadas frias espalhadas pelo plenário. Elas não prejudicam a visão, iluminam melhor e consomem menos energia.

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