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Busto de Luiz Zuiani é furtado de praça no bairro Higienópolis

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O busto de bronze em homenagem a Luiz Zuiani, que estava em exposição na praça do mesmo nome, localizada no Higienópolis, foi furtado. O desaparecimento do busto foi constatado anteontem por um jardineiro da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) que trabalha na praça.

O secretário do Meio Ambiente, Luiz Pires, que lamentou o furto, registrou boletim de ocorrência. Ele disse que os atos de vandalismo contra o patrimônio público vêm aumentando em Bauru. A gente está gastando boa parte do orçamento da secretaria para recuperar estragos, atos de vandalismo, desabafou.

Luiz Zuiani, segundo o historiador Luciano Dias Pires, foi médico de destaque em Bauru, presidente do Bauru Atlético Clube e político. Em 1959, quando o então prefeito Nicola Avallone Júnior deixou o cargo para assumir uma cadeira como deputado, Luiz Zuiani, que era vice-prefeito, tornou-se prefeito de Bauru.

O furto do busto de Luiz Zuiani foi registrado anteontem pela Semma, mas o monumento, segundo contou um morador próximo à praça, havia sido derrubado da base já no sábado. Pires disse que, por se tratar de uma obra esculpida em bronze, material de custo elevado, a substituição do busto furtado é difícil.

Os atos de vandalismo mais comuns, de acordo com Pires, é a depredação e até a retirada total de bancos de praças, pichações em prédios e monumentos públicos e dano a árvores e arbustos do paisagismo. Achamos bancos arrancados e jogados na praça. É incrível, disse.

O secretário do Meio Ambiente contou que oito das cerca de 270 palmeiras plantadas recentemente nos canteiros centrais das avenidas Rodrigues Alves e Nações Unidas já foram quebradas e terão que ser substituídas. De acordo com Pires, o monumento localizado na Praça Rui Barbosa está com a base pichada.

Nós não estamos vencendo essa degradação, essa anticidadania apesar dessas ações serem enquadradas na Lei de Crimes Ambientais. O problema é que não recebemos nenhuma denúncia. Ninguém nunca vê, ironizou Pires.

O titular da Semma lembrou que atos de vandalismo são crimes puníveis com prisão. A Lei de Crimes Ambientais prevê detenção de três meses a um ano e multa. Se o crime for contra patrimônio histórico tombado, a pena aumenta de seis meses a um ano e multa.

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