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Defesa de empresário preso por tráfico tenta reverter sentença

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O advogado do empresário Paulo Rodrigues Ortigosa, Cláudio José Amaral Bahia, esclarece que, diferente do publicado ontem pelo JC, seu cliente não está condenado, mas sim sentenciado. Ortigosa foi preso por tráfico de drogas em fevereiro deste ano e recentemente foi sentenciado pela 3.ª Vara Criminal de Bauru, mas Bahia acredita na reversão da sentença, lembrando que a matéria está sub judice.

Conforme explica o advogado, o termo condenado só pode ser empregado mediante sentença penal condenatória com trânsito em julgado, ou seja, quando não couber mais recurso. Por enquando, Ortigosa está sentenciado, podendo recorrer da sentença.

Segundo o advogado, diferente do publicado pelo JC, não existem, nos autos do processo de Ortigosa, elementos convincentementes seguros de que ele fazia tráfico de drogas. Bahia ressaltou que nenhuma pessoa testemunhou em juízo atestando que Ortigosa exercia a atividade ilícita.

A droga apreendida pela polícia no estabelecimento comercial de Ortigosa pertencia a um dos filhos do empresário, segundo o advogado. Ele ressaltou que o filho de Ortigosa vem lutando para superar o problema com as drogas. Quanto à balança de precisão também achada no local onde estava a droga, Bahia explicou que, durante a instrução do processo, provou que o objeto pertencia à companheira de Ortigosa.

Conforme Bahia, a companheira de seu cliente possuía a balança de precisão porque trabalhava com o comércio de jóias, fato que não desmentido pela acusação. Sobre o veículo que Ortigosa conduzia na ocasião que foi preso, que era produto de furto, o advogado afirmou que seu cliente desconhecia o fato.

Segundo a defesa de Ortigosa, o carro foi comprado licitamente de uma pessoa, sendo que a declaração de compra e venda consta nos autos do processo. De acordo com Bahia, o empresário só tomou conhecimento de que o carro era produto de roubo quando da verificação policial.

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