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ECCB faz proposta e motoristas e cobradores podem fechar acordo

Paulo Toledo
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A Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) apresentou, ontem, ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários em Geral de Bauru, Presidente Alves e Agudos (Sindtran), uma proposta para acordo coletivo de trabalho, que será colocada em votação da categoria na próxima sexta-feira. A oferta está muito próxima ao que foi solicitado pela entidade trabalhista na última rodada de negociações.

Elias Pinheiro da Silva, presidente do Sindtran, acredita que o acordo poderá ser aceito pela categoria. Agora, a expectativa é de que a TUA e a Kuba melhorem suas propostas.

A oferta da ECCB, segundo o sindicalista, é que o piso salarial dos motoristas seja de R$ 710,00, num reajuste de 7,08%. O mesmo índice seria repassado para os cobradores, cujo o piso ficaria em R$ 497,00. Complementa a proposta os vale-alimentação de R$ 80,00, para cada profissional da empresa.

As reivindicações de redução da jornada de trabalho de sete horas e vinte minutos para sete horas e da destinação de R$ 20,00 para plano de saúde não foram atendidas. As assembléias serão realizadas na sexta-feira, em três horários: 9, 15 e 20 horas.

Silva diz que a proposta está muito próxima daquilo que a entidade pediu na última negociação. Por isso, acredita que os trabalhadores poderão aceitá-la. Porém, somente a assembléia é que dará a decisão final. Julgando por todas as dificuldades que foram enfrentadas e em razão da atual conjuntura, da situação da empresa e do que vem acontecendo em Bauru a nível de emprego e subemprego, é possível que a proposta seja aceita, afirmou.

Segundo Elias, o Sindtran será o primeiro sindicato da categoria, no Estado de São Paulo, que vai obter correção salarial acima de 6%. Para ele, houve um avanço muito positivo nas negociações, graças à consciência dos trabalhadores, que se mostraram unidos, firmes e fortes.

Em relação à TUA e à Kuba, o sindicalista disse que as bases da ECCB devem ser seguidas pelas outras empresas, pois os trabalhadores não aceitarão valores inferiores, pois as empresas exploram o mesmo tipo de serviço e são remuneradas pelos mesmos critérios, o que, segundo Silva, torna injustificável que os profissionais que prestam os mesmos serviços tenham remuneração menor.

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